Corpo, voz, palavra e poder

A negação do negro no Teatro brasileiro.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v7i2.70461

Resumo

Artigo apresentando o resultado da aplicação da descrição do discurso proposta por Michel Foucault à análise de uma obra sobre a História do Teatro brasileiro, com atenção ao tratamento oferecido à negritude. Os enunciados apresentados pelo autor exaltam um homem negro alforriado, como primeiro ator brasileiro reconhecido como tal, na mesma maneira que consideram que o negro desaparece dos palcos, após o século XIX. Partindo dos mesmos argumentos, mas pensando o Teatro para além da dramaturgia, fomos capazes de provar o contrário, em especial considerando o corpo como elemento central do fazer do teatral, ao invés da palavra escrita.

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Biografia do Autor

Newton Armani de Souza, Universidade Federal de Goiás, (UFG), Goiânia, Goiás, Brasil, newton_souza@ufg.br

Professor de Montagem de Espetáculos e Pedagogia do Teatro da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goias. Especialista em Teatro e Dança pelo Centro de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP), Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) e Doutor em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Professor Colaborador do Programa de Pós Graduação em Artes da Cena (EMAC/UFG).

Referências

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Publicado

2022-03-25

Como Citar

DE SOUZA, N. A. Corpo, voz, palavra e poder: A negação do negro no Teatro brasileiro. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 7, n. 2, p. 221–248, 2022. DOI: 10.5216/ac.v7i2.70461. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/70461. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático