UMA BIOGRAFIA SEM NINGUÉM: REFLEXÕES ACERCA DA BIOGRAFIA GETÚLIO VARGAS: O PODER E O SORRISO (2006)

Autores

  • Marcelo Hornos Steffens UNIFAL-MG

Palavras-chave:

Teoria da História, Biografia, Historiografia, Getúlio Vargas, Boris Fausto

Resumo

O presente texto discute a biografia Getúlio Vargas: o poder e o sorriso, do historiador Boris Fausto (2006). Busca-se analisar no conteúdo da biografia suas aproximações e distanciamentos em relação à historiografia, a incorporação ou não das novas discussões que envolvem a renovação da História Política e da escrita biográfica, dentre os quais, os compromissos e marcas que assinalariam as preocupações do historiador com uma narrativa mais ou menos verossímil, bem como com uma noção ampliada dos possíveis usos de escritas deste gênero, superando as limitações impostas pelas narrativas macro-históricas e pela visão estruturalista da história. Com esta análise pretende-se contribuir no aprofundamento de discussões teóricas e metodológicas sobre a utilização deste gênero de escrita na produção do conhecimento em história

Biografia do Autor

Marcelo Hornos Steffens, UNIFAL-MG

Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992), mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1998) e doutorado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008). É professor Associado I da Universidade Federal de Alfenas/MG, onde ministra as disciplinas de História Contemporânea. Tem experiência no ensino de História nos diversos níveis, em especial na Educação de Jovens e Adultos. Foi coordenador da área de História do PIBID Unifal/MG (2014-2016). Suas pesquisas abarcam a História do Brasil Republicano com ênfase na Segunda República, Getúlio Vargas, Imprensa e escrita biográfica e periódicos na ditadura civil e militar.

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Publicado

28-12-2018

Como Citar

Steffens, M. H. (2018). UMA BIOGRAFIA SEM NINGUÉM: REFLEXÕES ACERCA DA BIOGRAFIA GETÚLIO VARGAS: O PODER E O SORRISO (2006). Rth |, 20(2), 71–89. Recuperado de https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/56507