ENTRECRUZAMENTOS: HISTÓRIA INSTITUCIONAL DA ABEC E DOS SABERES DA ARTE FUNERÁRIA NO BRASIL

Autores

  • Maria Elizia Borges

Palavras-chave:

Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais, história da arte, arte funerária, Brasil, século XXI

Resumo

Ao recuperar a memória da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC), pretendemos demonstrar a presença e a inserção crescente na entidade de historiadores da arte ou de áreas afins que pesquisam cemitérios no país. Sabe-se que, apesar de a arte cemiterial ter sido um assunto rejeitado pela crítica até meados do século XX, tornou-se um local de registro de alguns artistas modernistas. As comunicações dos pesquisadores na ABEC buscam priorizar o levantamento das representações iconográficas contidas nesse espaço peculiar e também justificar a preservação e a recuperação desse tipo de patrimônio artístico. Uma instituição de caráter interdisciplinar como a ABEC contribui para a compreensão dos sentimentos de amor e de dor do homem moderno diante da morte e também para a necessidade de resgatar-se o cemitério como lugar de “memória-vivida”.

Biografia do Autor

Maria Elizia Borges

Professora do Programa de Pós- graduação de História da UFG. Pesquisadora do CNPq. Livros publicados: Arte Funerária no Brasil (1890- 1930): ofício de marmoristas italianos em Ribeirão Preto= Funerary Art in Brazil ( 1890- 1930): italian marble carver craft in Ribeirão Preto ( 2002); Estudos cemiteriais no Brasil: catálogos de livros, teses, dissertações e artigos (Org.)(2010). Um olhar sobre o espaço da morte=Un regard sur l'espace de la mort (2017). Membro das associações ABCA; ANPAP; AGS/USA; RED IBEROAMERICANA; ABEC; ANPUH e do CBHA.Ver:www.artefunerariabrasil.com.br. Contato: maelizia@terra.com.br.

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Publicado

07-07-2018

Como Citar

Borges, M. E. (2018). ENTRECRUZAMENTOS: HISTÓRIA INSTITUCIONAL DA ABEC E DOS SABERES DA ARTE FUNERÁRIA NO BRASIL. Rth |, 19(1), 32–46. Recuperado de https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/53786