AGOSTINHO NETO E A HISTORIOGRAFIA BIOGRÁFICA

Autores

  • Helder Adegar Fonseca Universidade de Évora

Palavras-chave:

Historiografia Biográfica, Historiografia da África Austral, Historiografia Angolana, Agostinho Neto

Resumo

Neste estudo escrutinam-se as práticas da escrita biográfica sobre Agostinho Neto. O aparato analítico utilizado releva que a elaboração de tal historiografia foi durante um longo período hegemonizada por uma narrativa celebratória (hagiográfica), baseada numa investigação muito débil e protagonizada tanto por uma escola internacionalista como por uma escola nacionalista-exclusiva lusófona, ambas constituídas pela intercessão de intelectuais e de académicos, essencialmente literatos, vinculados ao activismo político. Mostra também a emergência, recente e exterior ao mundo académico, de uma narrativa histórico-biográfica crítica, dotada de melhores recursos documentais, mas guiada pela controvérsia política que lhe confere um carácter teratográfico. Nas secções finais são sugeridas outras soluções e argumenta-se que a recente evolução da historiografia biográfica académica na África Austral mostra que o caminho paralelo entre a Hagiografia e a Diabolização não é inevitável.

Biografia do Autor

Helder Adegar Fonseca, Universidade de Évora

Helder Adegar Fonseca nasceu em Angola em 1954. Ele vive em Portugal desde 1975. É professor de História Contemporânea na Universidade de Évora, onde ensina História Social Comparada e Transnacional da Europa e da África Austral. Sua pesquisa abrangeu História Agrária, História das Elites, História da Mobilidade Social, História dos Movimentos de Libertação Colonial e da África Austral, e ele coordena um grupo de pesquisa em História Regional Transnacional.

Helder Adegar Fonseca atuou como Presidente da Associação Portuguesa de História Econômica e Social e é membro da equipe do Programa ESTER (Escola Europeia de Formação em História Econômica e Social).

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Publicado

2018-07-07

Como Citar

ADEGAR FONSECA, H. AGOSTINHO NETO E A HISTORIOGRAFIA BIOGRÁFICA. rth |, Goiânia, v. 19, n. 1, p. 137–192, 2018. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/53773. Acesso em: 24 maio. 2022.