INTERPRETAR O PASSADO, PROJETAR O FUTURO: A ENCICLOPÉDIA MÁGICA DE VALÊNCIO XAVIER

Autores

  • Rodrigo Gomes de Araújo UFPR

Palavras-chave:

consciência histórica, relação com o passado, ficção contemporânea, narrativa, identidade.

Resumo

O pensamento histórico se realiza no cotidiano, é intrínseco às ações humanas. Mesmo que não seja elaborada de maneira acadêmica, a consciência histórica está presente nas mais variadas formas de expressão cultural. Neste artigo, discuto o modo como a consciência histórica se expressa em duas obras ficcionais do escritor e cineasta Valêncio Xavier (1933-2008). A partir do diálogo com as teorias do historiador e filósofo alemão Jörn Rüsen, argumento que em ambos os livros aqui abordados, Meu 7o dia (1999) e Minha mãe morrendo e o menino mentido (2001), Xavier se dedicou a interpretar o passado e construir uma projeção do futuro, inserindo-se na marcha do tempo, e construindo identidade histórica. Defendo que ao colecionar e agrupar pequenos vestígios do passado na forma de narrativas, o autor construía sua interpretação da passagem do tempo e buscava inserir a própria existência ao longo da história. 

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Como Citar

de Araújo, R. G. (2014). INTERPRETAR O PASSADO, PROJETAR O FUTURO: A ENCICLOPÉDIA MÁGICA DE VALÊNCIO XAVIER. Rth |, 10(2), 208–220. Recuperado de https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/42527