A VIDA CITADINA E A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO: O SUJEITO COMO PARTE INTEGRANTE DA PAISAGEM URBANA. HISTÓRIA E REPRESENTAÇÃO LITERÁRIA.

Autores

  • João Eratóstenes Doulgras Cardoso UFG – Faculdade de História

Palavras-chave:

Memória, Narrativa, Sentido e Literatura

Resumo

A pesquisa em curso leva o historiador pesquisador a lidar com as diretrizes e percalços que a fonte oferece. Pedro Nava nos oferece, suas memórias.  Nossa pretensão é representar os anos vinte do último século, para tal, nos apropriaremos de Beira-Mar (1978) que das seis obras é a que mais enfatiza esse período. Percebe-se o quanto o sujeito pertence ao meio e como ele o envolve fazendo-se parte do próprio espaço. O memorialista que passeia pela cidade e em sua rememoração nos descreve seu espaço físico torna-se além de sujeito das memórias um agente histórico. Nos vestígios de sua obra trabalharemos com o objetivo de representar sua vida citadina e por consequência a sua história, a de seus contemporâneos, suas rupturas e transformações em choque com o tradicional. Para essa analise nos apropriaremos dos conceitos benjaminianos, como narrativa, memória e história.

Biografia do Autor

João Eratóstenes Doulgras Cardoso, UFG – Faculdade de História

Mestre em História pela Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás (UFG-FH), Pós-graduação em História e Cultura Afro-brasileira pela universidade Cândido Mendez (2012), Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Goiás (2009). Atualmente é professor efetivo do Instituto Federal Goiano - Campus Ceres. Tem experiência na área de História, Filosofia da educação, Sociologia da educação, história e cultura afro-brasileira e relações étnicos raciais, com ênfase em História.

Referências

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Publicado

31-07-2016

Como Citar

Cardoso, J. E. D. (2016). A VIDA CITADINA E A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO: O SUJEITO COMO PARTE INTEGRANTE DA PAISAGEM URBANA. HISTÓRIA E REPRESENTAÇÃO LITERÁRIA. Rth |, 15(1), 88–103. Recuperado de https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/41047

Edição

Seção

Walter Benjamin e a teoria da história