As Gravuras Mexicanas Do Museu De Arte De Santa Catarina: Entre Aparição e Nostalgia

Autores

  • Lucésia Pereira Universidade Federal de Santa Catarina

Palavras-chave:

museu, gravura, imagens, México

Resumo

O presente artigo procura estudar um conjunto de gravuras doadas pelo presidente mexicano Adolfo Lopes Mateos no ano de 1961, ao acervo do então Museu de Arte Moderna de Florianópolis. Sabemos pela autoria, que parte das imagens deste conjunto se integram a uma etapa específica da história da gravura no México, representativa da produção do TGP – Taller (em português, oficina ou ateliê) de Gráfica Popular. Concebidas em séries e, portanto, sem o valor aurático da cópia única, esta obra gráfica está desvencilhada das condições que presidiram sua origem, cujo propósito era informar e conscientizar através de uma mensagem forte, breve e clara. Os laços estreitos que as imagens têm com a Revolução de 1910, tornam comuns os estudos que destacam o seu papel de construtoras e guardiãs da memória revolucionária. São vistas deste modo como um epifenômeno da Revolução, como acontece em alguns trabalhos sobre o Muralismo. Sem desconsiderar isto, é preciso investigar como esta produção artística dialogou com seu tempo e com os processos mais gerais da cultura latino-americana dos quais são uma parte indissociável. Analisar as gravuras é também uma oportunidade de examinar mais criticamente a história da arte destes países, inclusive mostrando o caráter informe e pouco estudado dos seus acervos museológicos.

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Como Citar

Pereira, L. (2014). As Gravuras Mexicanas Do Museu De Arte De Santa Catarina: Entre Aparição e Nostalgia. Rth |, 3(1), 190–209. Recuperado de https://revistas.ufg.br/teoria/article/view/28850

Edição

Seção

Artigos livres