Que cartografias nós, geógrafas(os), estamos (re)produzindo?
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v7.84062Palavras-chave:
cartografia crítica , geografias, mapeamentoResumo
Os mapas se transformam juntamente com a sociedade. As formas e os processos de mapeamento são mutáveis e permitem compreender o mundo a partir do olhar da sociedade que mapeia. Este texto propõe uma reflexão teórica sobre as Cartografias, a partir do contato com produções cartográficas realizadas por artistas, coletivos, ativistas e crianças, que descentram o olhar das Cartografias hegemônicas e passam a olhar, representar e significar por outros ângulos, propondo pensar: como o mapa vive e se transforma na contemporaneidade? Considerando o mapeamento como prática social, política e expressiva, discutimos como essas produções tensionam a Cartografia hegemônica na Geografia. Com base na Cartografia Crítica, as reflexões aqui apresentadas partem das atividades do Laboratório de Ensino e Pesquisas em Geografia e Humanidades, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e buscam refletir sobre a(s) Cartografia(s) na ciência geográfica. Não se trata de hierarquizar e conceitualizar mapas, mas de ampliar o debate teórico e o entendimento de como os mapeamentos contam fragmentos da realidade do espaço geográfico apresentados pelos olhos de quem mapeia. Para isso, apresentamos quatro Cartografias que nos provocaram reflexões e demonstraram o potencial expressivo dos mapas. Conclui-se que os mapas, hoje, precisam extrapolar os limites do hegemônico e trazer à superfície outras Cartografias e outras significações do e para o mundo.
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