Autonomia e Ambiguidade

As passarelas de Salvador como Arquipélago e Rede

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/revjat.v4.74723

Palavras-chave:

Passarela. Salvador. Lelé. Autonomia. Urbanização.

Resumo

O texto apresenta uma leitura crítica da obra de Lelé em Salvador a partir de escritos de Pier Vittorio Aureli e Mark Wigley, que constituem uma moldura teórica que associa o desafio da arquitetura como disciplina autônoma diante dos violentos processos de urbanização aos protocolos de representação que estabelecem relações, sempre desprovidas de neutralidade ou clareza objetiva, entre a arquitetura e o lugar. Sob esta perspectiva, abre-se um campo interpretativo que revela uma acentuada diferenciação entre os dois períodos de atuação do arquiteto na cidade (o primeiro de meados dos anos 1970 até 1982 e o segundo entre 1986 e 1994): além das evidentes diferenças entre os materiais empregados, surgem de maneira inequívoca posturas e estratégias claramente distintas quanto à relação com a arquitetura da cidade e sua possibilidade de expressão contemporânea, reveladas através da análise das passarelas para pedestres para o sistema do bonde urbano, em oposição a obras como a Estação da Lapa ou as Secretarias de Estado no CAB, todas de autoria de Lelé.

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Biografia do Autor

Márcio Campos Campos, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil, mcorreiacampos@gmail.com

Márcio Correia Campos é Professor de Projeto, Teoria e Crítica de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura da UFBA. Graduado em Arquitetura e Urbanismo por esta mesma Universidade (1993) e Mestre em Arquitetura pela Universidade Técnica de Viena (TU-Wien), Áustria (1999), atualmente doutorando no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA. Experiência docente nas áreas de Projeto, Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo e História da Arte. Pesquisador nas áreas de projeto, teoria, crítica e história da arquitetura dos séculos XX e XXI e patrimônio cultural edificado. Prêmio Destaque no 6° Prêmio Jovens Arquitetos 2004 conferido pelo IAB-SP na categoria Ensaios Críticos. Experiência como profissional de projeto na área de Arquitetura e Urbanismo em escritórios de arquitetura no Brasil e na Áustria.

Referências

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Publicado

2022-12-14

Como Citar

CAMPOS, M. C. Autonomia e Ambiguidade: As passarelas de Salvador como Arquipélago e Rede. Revista Jatobá, Goiânia, v. 4, 2022. DOI: 10.5216/revjat.v4.74723. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revjat/article/view/74723. Acesso em: 23 maio. 2024.

Edição

Seção

Dossiê Lelé, 90 anos