Formação Superior sem fronteiras na Engenharia através da mobilidade acadêmica entre Brasil e Portugal

Authors

  • Christa Korzenowski Korzenowski Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS
  • Jacinto Mnauel Almeida Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Renata Batista Lucena Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Luiz Carlos Pinto Silva Filho Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Abstract

Nos últimos anos, a mobilidade acadêmica tem vindo a crescer e está associada à internacionalização do ensino superior, tornando-se um fator de grande importância para o sucesso pro?ssional no mundo globalizado. Pretendeu-se com este trabalho, abordar a formação superior sem fronteiras, através da mobilidade acadêmica, avaliando diferentes sistemas de ensino na área da Engenharia em dois países distintos: Brasil e Portugal. A mobilidade acadêmica entre os dois países tem mostrado ser bastante flexível, não só devido à interdisciplinaridade dos currículos superiores, como também pela aproximação entre IES, nomeadamente, através da realização de acordos de cooperação. A circulação de docentes e alunos tem sido privilegiada, não só devido à facilidade de comunicação através da língua comum, como também devido ao reconhecimento internacional da qualidade do ensino superior na Europa e no Brasil, acompanhando a afirmação do país enquanto potência econômica mundial. Além disso, o teor prático inerente aos cursos superiores de engenharia no Brasil tem mostrado ser, também, um dos atrativos para a crescente entrada de alunos estrangeiros no país. Por outro lado, esta flexibilidade contrasta com a dificuldade na revalidação dos diplomas obtidos no exterior, exceto quando os convênios preveem a obtenção da dupla diplomaçãoNos últimos anos, a mobilidade acadêmica tem vindo a crescer e está associada à internacionalização do ensino superior, tornando-se um fator de grande importância para o sucesso pro?ssional no mundo globalizado. Pretendeu-se com este trabalho, abordar a formação superior sem fronteiras, através da mobilidade acadêmica, avaliando diferentes sistemas de ensino na área da Engenharia em dois países distintos: Brasil e Portugal. A mobilidade acadêmica entre os dois países tem mostrado ser bastante flexível, não só devido à interdisciplinaridade dos currículos superiores, como também pela aproximação entre IES, nomeadamente, através da realização de acordos de cooperação. A circulação de docentes e alunos tem sido privilegiada, não só devido à facilidade de comunicação através da língua comum, como também devido ao reconhecimento internacional da qualidade do ensino superior na Europa e no Brasil, acompanhando a afirmação do país enquanto potência econômica mundial. Além disso, o teor prático inerente aos cursos superiores de engenharia no Brasil tem mostrado ser, também, um dos atrativos para a crescente entrada de alunos estrangeiros no país. Por outro lado, esta flexibilidade contrasta com a dificuldade na revalidação dos diplomas obtidos no exterior, exceto quando os convênios preveem a obtenção da dupla diplomação

Author Biographies

Christa Korzenowski Korzenowski, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS

Researcher in LEME(Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais) of Civil Engeneering

Jacinto Mnauel Almeida, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Engenharia Civil

Renata Batista Lucena, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Engenharia Civil

Luiz Carlos Pinto Silva Filho, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Diretor da Escola de Engenharia da UFRGS

References

] D. SAVIANI,” O futuro da universidade entre o possível e o desejável”. Texto da exposição apresentada no Fórum: Sabedoria Universitária. Unicamp, Campinas: SP, Novembro, 2009.

B. S. SANTOS, “A Universidade no Século XXI: Para uma reforma democrática e emancipatória da Universidade”. Texto de intervenção em debate: Calendário Oficial de Debates sobre a Reforma Universitária do Ministério da Educação do Brasil. Brasília: DF, Abril, 2004.

Comissão de Mobilidade Estudantil (COMOBE) UFRGS- Mobilidade estudantil internacional na Escola de Engenharia. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/comgradciv/documentos/COMOBE.pdf>. Acesso em: 05 jun. 2013.

C. E. B. Neves, “A estrutura e o funcionamento do ensino superior no Brasil”. In:2002 Informe IESALC – UNESCO, Porto Alegre,.pp.39.

M. S. Lehmann,; R. B. Lehmann, “O desenvolvimento do ensino superior em Engenharia no Brasil e a relação público x privado (anais de congresso,” in XXXV – Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia. Curitiba/PR, 2007.

M. L. N. AZEVEDO, “A economia baseada no cercamento do conhecimento: globalização, educação e mercadorias fictícias” in: V. J. CHAVES, SILVA JR, J. R.; CATANI, A. M.. A universidade brasileira e o PNE: instrumentalização e mercantilização educacionais. São Paulo: Xamã, 2013.

J. C. BELLO,. E. MUNDET, “Alternativas para Facilitar la Movilidad de estudiantes, egresados y docentes en el Sistema Universitario de América Latina”. Documento de Trabajo N° 79. Universidad de Belgrano, 2001.

] A. SURSOCK, “Dez anos de reformas do ensino superior na Europa’ (artigo em livro)”in: Reforma universitária e a construção do Espaço Europeu de Educação Superior, São Paulo, Ed. Mercado de Letras, 2011, pp.67.

] A. M.. SEIXAS, “O processo de Bolonha e a criação de um espaço europeu de ensino superior.” A Página da Educação, Porto, jun. 2002.

] A. HOUAISS, M. S. VILLAR, Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

Relinter. Disponível em: >http://www.ufrgs.br/relinter/portugues/menugeral/acordos-de-cooperacao>. Acesso em: 05 junho 2013.

Comissão de Mobilidade estudantil – COMOBE/UFRGS. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/engenharia/processos/graficocomobe_curso.php>. <http://www.ufrgs.br/engenharia/processos/graficocomobe_ano.php>. <http://www.engenharia.ufrgs.br/uploads/files/comobe_graficos.pdf>. Acesso em: 05 nov. 2016.

Agência Brasil. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-22/reitores-de-portugal-esperam-que-governo-brasileiro-reveja-suspensao-de-bolsas-para-pais>. Acesso em: 10 junho 2013.

MATTIA, L. Internacionalização da UFRGS e da Escola de Engenharia. Informativo da Escola de Engenharia, Porto Alegre, maio-junho. 2013.

Published

23-08-2017