TRABALHO E VIDA EM TERRA ESTRANGEIRA: O CASO DOS IMIGRANTES BRASILEIROS NA GUIANA FRANCESA

Autores

  • Ligia T. L. Simonian Professora e pesquisadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
  • Rubens da S. Ferreira M. Sc. em Planejamento do Desenvolvimento Regional. Bibliotecário da Universidade Federal do Pará. Campus de Bragança.

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v10i2.9157

Resumo

Embora as migrações entre os países fronteiriços da Amazônia remontem ao período pré-colonial, sobre as quais há registro de deslocamentos de indígenas, contemporaneamente elas vêm adquirindo um novo sentido. Influenciado por questões de ordem socioeconômica, um fluxo migratório no sentido Brasil/Guiana Francesa persiste desde os anos de 1960, de modo que os estados da região norte brasileira - particularmente o Pará e o Amapá - vem fornecendo mão-de-obra, em geral pouco especializada, para trabalhar nesse Departamento Ultramarino Francês. A partir de material bibliográfico, dados e documentação produzidos em campo, este paper tem por finalidade discutir os entendimentos sobre o êxodo de brasileiros para a Guiana Francesa, ainda que eles tenham de enfrentar situações adversas, marcadas por processos discriminatórios, violências diversas e desilusões. Apesar disto, verifica-se que o sonho de uma vida melhor continuará a inspirar a emigração nessa parte da Amazônia, mesmo que as autoridades francesas intensifiquem as restrições a esse fluxo no futuro.

Palavras-chave: Migração, trabalho, Brasil, Guiana Francesa.

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Publicado

2010-03-23

Como Citar

SIMONIAN, L. T. L.; FERREIRA, R. da S. TRABALHO E VIDA EM TERRA ESTRANGEIRA: O CASO DOS IMIGRANTES BRASILEIROS NA GUIANA FRANCESA. História Revista, Goiânia, v. 10, n. 2, 2010. DOI: 10.5216/hr.v10i2.9157. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/9157. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Dossiê