"E todo esse caminho eu sei de cor"

um olhar histórico sobre emoções e empoderamentos presentes no repertório de Marília Mendonça.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v27i3.75854

Palavras-chave:

Mulheres, Música Sertaneja, Emoções, Empoderamento

Resumo

Este texto tem como objetivo analisar e discutir emoções e subjetividades relacionadas ao feminino na obra da cantora Marília Mendonça.  As canções são entendidas nesta pesquisa como possibilidades de interpretação de emoções e construções de sentido de empoderamentos que são coletivas. As letras das canções compostas ou escolhidas pela cantora para integrarem seu repertório, são aqui analisadas, especialmente no que se refere à recusa a determinadas situações de subalternização dentro das relações afetivas e à construção de sentidos de empoderamento. Os percursos históricos dos quais fazem parte as representações de subordinações e resistências presentes nas músicas também são abordados neste artigo, bem como a aparição do movimento denominado “feminejo” na cena musical contemporânea.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Kenia Erica Gusmão Medeiros, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil, kenia.medeiros@ifg.edu.br

Doutora em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Docente do quadro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG).

Referências

BUCH, Esteban. A escuta musical. In: CORBIN, Alain; COURTINE, Jacques; VIGARELLO, Georges. História das emoções: 3. Do final do século XIX até hoje. Petrópolis, RJ: Vozes, 2020. Edição digital.

CAMUS, Albert. O homem revoltado. 5ªed. - Rio de Janeiro: Record, 2003.

ENGEL, Magali. Psiquiatria e feminilidade. In: PRIORE, Mary del (org.); PINSKY, Carla Bassanesi (coord. de textos). História das mulheres no Brasil. 10 ed., 3ª reimpressão - São Paulo: Contexto, 2015.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, vol.37, nº132, p.595-609, set/dez 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/cCztcWVvvtWGDvFqRmdsBWQ/?format=pdf&lang=pt Acesso em 07/02/2022.

JORGE, Waldemar “Dema”. Inezita: com a espada e viola na mão. São Paulo : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012. Disponível em : https://aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.979/12.0.813.979.pdf Acesso em: 11 de fevereiro de 2022.

MACHADO, Marta Rodriguez de Assis (coord.). A violência doméstica fatal: o problema do feminicídio íntimo no Brasil. Brasil. Governo Federal. Ministério da Justiça. Secretaria de Reforma do Judiciário. Brasília, 2015. Disponível em: https://assets-compromissoeatitude-ipg.sfo2.digitaloceanspaces.com/2015/04/Cejus_FGV_feminicidiointimo2015.pdf Acesso em 18 de fevereiro de 2022.

PATAI, Dapnhe. História oral, feminismo e política. São Paulo: Letra e Voz, 2010.

PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. 2 ed., 3ª reimpressão. - São Paulo: Contexto, 2016.

PINSKY, Carla Bassanesi. Mulheres dos anos dourados. São Paulo: Contexto, 2014.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Revista Educação & Realidade. 20 (2) 71-99, jul/dez 1995. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721 Acesso em 06 de fevereiro de 2022.

SILVA, Denise Quaresma da; D’ OLIVEIRA, Mariane Camargo. As assimetrias da intersecção entre cidadania e igualdade para as mulheres. In: STREY, Marlene Neves; CÚNICO, Sabrina Daiana (orgs.) Teorias de gênero [recurso eletrônico] : feminismos e transgressão. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016.

SWAIN, Tania Navarro. A invenção do corpo feminino ou “ a hora e a vez do nomadismo identitário?”. Revista Textos de História, vol.8, nº1/2, 000. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/textos/article/view/27803 Acesso em 08 de fevereiro de 2022.

SWAIN, Tania Navarro. Desigualdade na diferença: a construção política dos corpos e das identidades sexuadas. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, nº4, pp.37-58, 2007/2008. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/maracanan/article/view/12947 Acesso em: 08 de fevereiro de 2022.

TEDESCHI, Losandro Antonio. As mulheres e a história: uma introdução teórico metodológica. Dourados, MS: Ed. UFGD, 2012.

TROTTA, Felipe; ROXO, Marco. O gosto musical do Neymar: pagode, funk, sertanejo e o imaginário do popular bem sucedido. Revista Ecopós- ISSN 2175-8689. Comunicação e Gosto, v.17, n.3, 2014. Disponível em: https://revistaecopos.eco.ufrj.br/eco_pos/article/view/1788.Acesso em 03 de fevereiro de 2022.

WISNIK, José Miguel. Sem receita. São Paulo: Publifolha, 2004.

Internet:

https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2019/08/18/em-supera-marilia-mendonca-engole-o-choro-e-faz-hino-contra-a-sofrencia.ghtml Acesso em 14/02/2022.

Downloads

Publicado

2023-09-26

Como Citar

GUSMÃO MEDEIROS, K. E. "E todo esse caminho eu sei de cor": um olhar histórico sobre emoções e empoderamentos presentes no repertório de Marília Mendonça. História Revista, Goiânia, v. 27, n. 3, p. 132–153, 2023. DOI: 10.5216/hr.v27i3.75854. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/75854. Acesso em: 26 fev. 2024.