Fraxinetum

um Estado de Fronteira Islâmico na Provença do Século X

Autores

  • Mohamad Ballan Stony Brook University, Stony Brook, Nova Iorque, Estados Unidos, mohamad.ballan@stonybrook.edu

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v26i1.65276

Resumo

O foco principal deste artigo é uma reconsideração de Fraxinetum como um Estado de Fronteira Islâmico, na Provença, do século X. Os estudos tradicionais têm interpretado a presença muçulmana na Provença dentro do contexto da pirataria. A interpretação de Fraxinetum como uma base pirata situa-se amplamente na interpretação de documentos primários e na reprodução dos argumentos de cronistas Latinos nos estudos modernos. Procurando debater a visão de que os muçulmanos em Francia eram meramente bandidos, através de uma reavaliação das fontes primárias e uma análise de evidências não-textuais, este artigo demonstra que Fraxinetum era o centro político, militar e econômico de um Estado de Fronteira Islâmico na Provença, que foi povoado amplamente por ghāzīs ou mujāhidīn (guerreiros de fronteira Islâmicos) de al-Andaluz. Reconceitualizar Fraxinetum como um Estado de Fronteira Islâmico não deve levar a entender que a atividade muçulmana na Provença fosse administrada de maneira centralizada, mas, conceber que jihād, assim como motivações econômicas, teve um papel crucial neste assentamento militar de fronteira e, desse modo, necessita ser entendido. Isso permitirá aos estudiosos compreender mais amplamente a natureza de Fraxinetum, fornecendo uma perspectiva adicional sobre a presença muçulmana na Provença, contribuindo, de maneira geral, para o entendimento do fenômeno dos Estados de Fronteira Islâmicos durante o século X.

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Biografia do Autor

Mohamad Ballan, Stony Brook University, Stony Brook, Nova Iorque, Estados Unidos, mohamad.ballan@stonybrook.edu

Doutor em História pela Universidade de Chicago. Professor na Stony Brook University.

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Publicado

24-06-2021

Como Citar

Ballan, M. (2021). Fraxinetum: um Estado de Fronteira Islâmico na Provença do Século X. História Revista, 26(1), 43–100. https://doi.org/10.5216/hr.v26i1.65276