O problema do nome próprio e o projeto literário machadiano

Autores

  • Raquel Machado Gonçalves Campos UFG

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v24i3.61033

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar alguns dos dispositivos de nomeação das personagens, presentes nos primeiros romances de Machado de Assis. As práticas machadianas de nomeação são discutidas aqui à luz de uma história da onomástica literária, considerando-se em particular seu momento romântico. Pretende-se, assim, demonstrar que Machado de Assis recusou os termos correntes do tratamento da questão do nome próprio entre os romancistas românticos. Ao contrário deles, criou narradores que não falam sobre os nomes das personagens e praticou a homonímia e a nomeação irônica. Mas nem por isso se deve concluir que o autor de Helena era um escritor antirromântico. Uma outra faceta de seu uso do nome próprio permite compreender os verdadeiros termos do projeto literário de Machado de Assis: não a crítica, mas o aperfeiçoamento do Romantismo.

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Biografia do Autor

Raquel Machado Gonçalves Campos, UFG

Professora da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás. Foi bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado - PNPD/CAPES, junto ao PPGH-UFG, entre 2014 e 2016. Doutora em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2014), tendo realizado estágio de doutoranda na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, no ano 2012/13.

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Publicado

2020-06-01

Como Citar

CAMPOS, R. M. G. O problema do nome próprio e o projeto literário machadiano. História Revista, Goiânia, v. 24, n. 3, p. 51–67, 2020. DOI: 10.5216/hr.v24i3.61033. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/61033. Acesso em: 2 jul. 2022.