“O NOME DESTE MUNDO DITO POR ELE PRÓPRIO”: A PALAVRA DE SOPHIA NA ENCRUZILHADA DO MODERNISMO PORTUGUÊS

Autores

  • Miguel Santos Vieira Universidade Nova de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v21i2.43383

Palavras-chave:

Poesia Portuguesa, Filosofia da Literatura, Fenomenologia.

Resumo

Esta reflexão identifica a relação fenomenológica e histórica da presença de Sophia na encruzilhada das correntes literárias dos anos 1940 ao pós-25 Abril que acompanha o nascimento de alguns momentos altos da literatura portuguesa. Será feita uma súmula da presença de Sophia no espaço político e das letras que lhe eram contemporâneos com destaque para os principais momentos da sua intervenção cívica e política. Procura-se desatar alguns fios da encruzilhada que leva ao surgimento dos Cadernos de Poesia, onde Sophia publica pela primeira vez: o significado literário e filosófico da coincidência desta publicação com o aparecimento das Odes de Ricardo Reis; a relação temporal aqui presente e seu contraste com um tempo de modernidade que Sophia bebe de Pessoa. É nesta intersecção cultural e no contraponto com Pessoa e Píndaro que Sophia configura a imagem poética de sua escrita em que o tempo do mundo se diz a si próprio como o tempo moderno, linear, e portanto oposto a um tempo complexo, modernista, que desdobra em múltiplas temporalidades, se mobiliza e parte em várias direcções. O tempo do vivido e o tempo procurado do não-vivido.

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Biografia do Autor

Miguel Santos Vieira, Universidade Nova de Lisboa

Investigador Integrado e Membro do Grupo de Pensamento Moderno e Contemporâneo. do CHAM, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Bolseiro de Pós-Doutoramento do Ministério da Educação e Ciência, Fundação para a Ciência e Tecnologia. Visiting Fellow no Hethrop College–Universidade de Londres.  

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Publicado

2016-10-09

Como Citar

VIEIRA, M. S. “O NOME DESTE MUNDO DITO POR ELE PRÓPRIO”: A PALAVRA DE SOPHIA NA ENCRUZILHADA DO MODERNISMO PORTUGUÊS. História Revista, Goiânia, v. 21, n. 2, p. 80–102, 2016. DOI: 10.5216/hr.v21i2.43383. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/43383. Acesso em: 18 ago. 2022.