ABY WARBURG E WALTER BENJAMIN: A LEGIBILIDADE DA MEMÓRIA

Autores

  • Maria João Cantinho Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v21i2.43380

Palavras-chave:

Historiografia, imagem, Pathosformel, Mnemosyne

Resumo

Apenas após a década de 90, a obra de Aby Warburg foi “revisitada” por autores que fizeram um trabalho notável na sua divulgação e também na pesquisa do seu arquivo. De uma actualidade bem pertinente, os conceitos warburgianos são considerados hoje um importante marco na viragem da historiografia, sobretudo aplicada a temas como a fotografia, o cinema e a história de arte. A ideia de uma “ciência sem nome”, aludindo a uma pretensa unidade da ciência, visa uma interdisciplinaridade que é hoje um dos conceitos caros às ciências humanas. Por outro lado, Warburg partilhava com Benjamin uma historiografia ao arrepio do historicismo e de uma visão redutora da história. É precisamente a partir do conceito de imagem e da “imagem em movimento” e também da ideia de “vida póstuma das imagens” (Nachleben) que Warburg parte, para definir a abertura da historiografia.

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Biografia do Autor

Maria João Cantinho, Universidade de Lisboa

Professora Auxiliar do Iade e pesquisadora do CFUL (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa) e do Centre d'Études Juives (Sorbonne)

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Publicado

2016-10-09

Como Citar

CANTINHO, M. J. ABY WARBURG E WALTER BENJAMIN: A LEGIBILIDADE DA MEMÓRIA. História Revista, Goiânia, v. 21, n. 2, p. 24–38, 2016. DOI: 10.5216/hr.v21i2.43380. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/43380. Acesso em: 6 jul. 2022.