O PENSAMENTO ANTIFEMINISTA: A QUERELA DOS SEXOS

Autores

  • Maria Bernardete Ramos Flores Professora do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Catarina.

DOI:

https://doi.org/10.5216/hr.v9i2.10446

Resumo

Paralelo à história da emancipação das mulheres, o antifeminismo atuou na esfera do saber para afirmar que a sociedade é sexuada e nada acontece fora do dimorfismo sexual. Médicos, anatomistas, antropologistas, somatologistas, fisiologistas e sexólogos mostraram a natureza específica da fisiologia feminina, perturbada pelos humores genitais ou fadada à tarefa maternal. Filósofos, tais como Schopenhauer, Nietzsche, Weininger, encarregaram-se de atribuir à mulher uma essência ontológica que coloca o cérebro feminino sob o comando do sexo. A psicologia de Adler ou de Freud pregou a afirmação viril para enfrentar a crise de identidade masculina. A sociologia de Comte e Durkheim definiram o público para os homens e o privado para as mulheres. Por fim, Simmel decretou que o masculino é o próprio humano universal.

Palavras-chaves: Antifeminismo, feminismo, ciência.

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Publicado

2010-07-19

Como Citar

RAMOS FLORES, M. B. O PENSAMENTO ANTIFEMINISTA: A QUERELA DOS SEXOS. História Revista, Goiânia, v. 9, n. 2, 2010. DOI: 10.5216/hr.v9i2.10446. Disponível em: https://revistas.ufg.br/historia/article/view/10446. Acesso em: 24 set. 2022.

Edição

Seção

Dossiê