Memória Xakriabá: migrações e mudanças alimentares - DOI 10.5216/ag.v6i3.20518

Autores

  • Rodrigo Martins dos Santos Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília
  • Santo Caetano Barbosa Aldeia Xakriabá, Morro Vermelho

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v6i3.20518

Resumo

Apresentamos elementos da alimentação da etnia Xakriabá a partir de relatos orais de seus anciões de aldeias, no município de São João das Missões, Minas Gerais. A pesquisa visou responder às seguintes questões: Quais eram os alimentos (ingredientes e pratos) que existiam no passado e que, atualmente, não fazem mais parte da alimentação do povo Xakriabá? Quais fatores contribuíram para essa transformação alimentar? Utilizamos a técnica da história de vida, por meio de registro de entrevistas com questões abertas. Ferramentas de representação geográfica foram utilizadas na análise espaço-temporal, no entanto, grande parte dos dados registrados e apresentados são de caráter etnográfico, demonstrando uma transdisciplinaridade presente no estudo. A conclusão é de que muitas espécies nativas, utilizadas na alimentação dos antigos indígenas dessa etnia, desapareceram das roças de seus descendentes, bem como, grande parte dos pratos da culinária tradicional. Os motivos foram: o abandono de áreas tradicionais, devido à pressão do avanço da frente colonial-pecuarista dos luso-brasileiros sobre o território tradicional Xakriabá, e, mais recentemente, a chegada de alimentos industrializados.

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Biografia do Autor

Rodrigo Martins dos Santos, Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília

Bacharel em geografia pela Universidade de São Paulo (2003), Especialista em geotecnologias aplicadas ao planejamento e gestão ambiental pelo Centro Universitário SENAC (2007) e Mestrando em desenvolvimento sustentável com ênfase em povos e terras indígenas pela Universidade de Brasília (UnB).

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Publicado

2012-11-14

Como Citar

SANTOS, R. M. dos; BARBOSA, S. C. Memória Xakriabá: migrações e mudanças alimentares - DOI 10.5216/ag.v6i3.20518. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 6, n. 3, p. 72–94, 2012. DOI: 10.5216/ag.v6i3.20518. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/20518. Acesso em: 22 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos