Eu não sou esgoto do gozo alheio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v7i2.70233

Resumo

Este artigo emerge do desejo de partilhar os processos e os procedimentos que resultaram na performance Eu não sou esgoto do gozo alheio. Esta célula de movimento integra o videodança Terrorismo poético: Pequenas ações para encantar a quebrada, do grupo Fragmento Urbano (Guaianases, São Paulo/SP). Como fio condutor deste processo criativo, o aborto e a prática de stealthing permearam as reflexões, as práticas e a criação, amarradas em experiências pessoais, bem como, das mulheres negras da minha família. Entre as pretagogias do percurso estão a improvisação em dança, diários de bordo e registros através de imagens e vídeos. Como resultado, está a apresentação no 13º Visões urbanas: Festival internacional de dança em paisagens urbanas. Relatos de amigas e notícias veiculadas pelas mídias, também auxiliaram a abordar este assunto de maneira, crítica, sensível e poética, na tentativa de ressignificar violências e traumas em dança e possibilidades de cura.

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Biografia do Autor

Liana da Cunha, Universidade do Estado de Santa Catarina,(UDESC), Florianópolis, Brasil, lianadasilvacunha@gmail.com

Afro-gaúcha, artista da dança, arruaceira, viajante e funkeira. Tumultuadora, pesquisadora e dançarina no grupo Fragmento Urbano (Guaianases, São Paulo/SP). Mestranda em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, na linha de pesquisa Linguagens Cênicas, Corpo e Subjetividades (SC); Técnica de palco pela SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco (SP) e Bacharela em Dança pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (RS).

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Publicado

2022-03-25

Como Citar

CUNHA, L. da. Eu não sou esgoto do gozo alheio. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 7, n. 2, p. 046–089, 2022. DOI: 10.5216/ac.v7i2.70233. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/70233. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático