Insubmissão pelas frestas

agência de corpos negros de dança e educação.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v7i2.70013

Resumo

Este artigo discorre sobre a trajetória do Coletivo NegreSer (Belo Horizonte/MG) e suas ações artístico/pedagógicas antirracistas, escancarando a colonialidade na formação em dança no ensino superior. Numa interseccionalidade da Arte, Educação e Ciência Sociais, analisou-se implicações da cultura, currículo e colonialidade revelando o etnocentrismo europeu como fonte epistêmica quase exclusiva dos processos educativos em dança no contexto investigado. Por meio de pesquisa narrativa, valendo-se de métodos autobiográficos, reconstitui-se a implementação da agência des jovens negres do Coletivo, bem como as estratégias e dispositivos metodológicos em dança por elas desenvolvidas, contribuindo para o campo de conhecimento das artes cênicas, recusando processos curriculares colonizados e colonizadores.

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Biografia do Autor

André Luiz de Sousa, Universidade Federal de Minas Gerais, (UFMG), Belo Horizonte, Brasil, andresousaluiz92@gmail.com

André L. Sousa é artista, professor e pesquisar de Dança e Educação, com interesse de estudos das relações étnico-raciais, e integrante-idealizador do Coletivo NegreSer. Possui graduação em Dança pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG, graduação-sanduíche em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCE) da Universidade de Coimbra (Portugal) e mestrando em Artes do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA-UFMG. Atua no ensino de Arte na Educação Básica e na formação profissionalizante de Dança no Cicalt (BH). E-mail: andresousaluiz92@gmail.com

Juliana Gouthier, Universidade Federal de Minas Gerais, (UFMG), Belo Horizonte, Brasil,juliana.gouthier@gmail.com

Juliana Gouthier Macedo é artista visual e professora na Escola de Belas Artes da  Universidade Federal de Minas Gerais, atualmente coordenadora do Curso de Artes Visuais. Pós-Doutorado em Artes, na Universidade de São Paulo (USP), Doutorado em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com bolsa sanduíche na New York University (NYU). Membro do  grupo de Pesquisa Cultura do Barro. As suas principais linhas de investigação são o o barro/cerâmica e o  ensino/aprendizagem da Arte,  problematizando desigualdades de acesso à arte e à educação e as hierarquias e/ou imposições de modelos artísticas/culturais e estéticos. E-mail: juliana.gouthier@gmail.com

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Publicado

2022-03-25

Como Citar

SOUSA, A. L. de; MACEDO, J. G. Insubmissão pelas frestas: agência de corpos negros de dança e educação. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 7, n. 2, p. 283–312, 2022. DOI: 10.5216/ac.v7i2.70013. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/70013. Acesso em: 27 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático