CARNAVAL CABOCLO: O SAMBAR MARACATU DE BAQUE SOLTO NA MATA NORTE PERNAMBUCANA

Autores

  • Lineu Gabriel Guaraldo Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v3i2.50318

Palavras-chave:

Artes Cênicas, Maracatu de Baque Solto, Zona da Mata Norte de Pernambuco, Carnaval, Samba.

Resumo

Neste artigo apresento uma abordagem que dialoga com aspectos criativos e pedagógicos do Maracatu de Baque Solto, brincadeira tradicional da Zona da Mata Norte de Pernambuco, que integra o ciclo festivo do carnaval. A partir de minhas experiências como sambador junto à brincadeira, apresento reflexões sobre as possibilidades de contribuição do Maracatu de Baque Solto para outras práticas artísticas contemporâneas. Por meio de uma discussão sobre as implicações do emprego do termo cultura popular e do dialogo com  aspectos da noção de experiência apresentada por Jorge Larrosa Bondía, defendo a importância do brincar compartilhado como estratégia de pesquisa. A experiência do sambar é defendida como importante ferramenta em abordagens investigativas que objetivam certo grau de profundidade. Portanto, a tese apresentada e sustentada é de que abordagens pautadas na experiência representam uma adequada estratégia para dialogar com particularidades inerentes aos modos de criar e transmitir conhecimento no contexto da brincadeira.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lineu Gabriel Guaraldo, Universidade Federal da Bahia

Doutorando no Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC/UFBA), onde desenvolve a pesquisa Caboclos da Mata Norte: incursões em imaginários de festa e devoção, sob a orientação da Profª. Drª. Sonia Lucia Rangel, com bolsa CAPES. Bacharel em Ciências Sociais-Antropologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas IFCH/Unicamp (2005). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Unicamp (2010). Com atuação em Artes Cênicas, Dança, Interpretação Teatral e Antropologia, pesquisa manifestações populares brasileiras, em especial o Cavalo Marinho e o Maracatu de Baque Solto, tradições da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Integrou como ator e pesquisador o Grupo Peleja, desde sua fundação (2003) até o encerramento das atividades do grupo (2015). Integrou o corpo docente da Pós-Graduação em Dança - Práticas e Pensamentos do Corpo, da Faculdade Angel Vianna em Recife-PE, ministrando disciplina de improvisação em dança e orientando monografias. Como antropólogo, integrou a equipe do Inventário de Referências Nacionais do Cavalo Marinho (IPHAN/FUNDARPE), processo que culminou no reconhecimento desta manifestação cultural como Patrimônio Imaterial do Brasil em 2014. Desde 2004 desenvolve projetos de pesquisa e criação envolvendo a temática da Mata Norte pernambucana. Estudante Pesquisadora vinculado no diretório de grupos do CNPQ ao GIPE-CIT: Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade. É membro da ABRACE, Associação Brasileira de Pesquisadores em Artes Cênicas dentro do Grupo de Trabalho Mito, Imagem e Cena.

Referências

ACSELRAD, Maria. Viva Pareia! : corpo dança e brincadeira no cavalo marinho de Pernambuco. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2013.

BACHELARD, Gaston. A psicanálise do fogo. Trad. Paulo Neves. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Trad. João Wanderley Geraldi. Revista brasileira de educação, n.19, p. 20-28, jan. -fev. -mar. -abr. 2002.

BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. Trad. Sérgio Miceli. São Paulo: Perspectiva, 2007.

CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. Trad. Heloísa Pezza Cintrão, Ana Regina Lessa. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.

GUARALDO, Lineu Gabriel. Ensinamentos do corpo brincante e sua apropriação singular. In: OLIVEIRA, Érico José de (org). Tradição e Contemporaneidade na cena do Cavalo Marinho. Salvador: UFBA/PPGAC, 2012. p. 135-142.

LARANJEIRA, Carolina Dias. Aprender o que não foi ensinado: processos educacionais no Cavalo Marinho pernambucano. Revista Rebento, n. 6, p. 204-220, maio 2017.

VICENTE, Ana Valéria. Maracatu Rural - o espetáculo como espaço social: um estudo sobre a valorização do popular através da imprensa e da mídia. Recife: Ed. Reviva, 2005.

Downloads

Publicado

2017-12-30

Como Citar

GUARALDO, L. G. CARNAVAL CABOCLO: O SAMBAR MARACATU DE BAQUE SOLTO NA MATA NORTE PERNAMBUCANA. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 3, n. 2, p. 004–017, 2017. DOI: 10.5216/ac.v3i2.50318. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/50318. Acesso em: 18 jun. 2024.