Dialogando com Wrinkle, de Liliana Porter, para pensar princípios da Análise dialógica do discurso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/v.v21.74546

Palavras-chave:

Análise dialógica do discurso; Estética geral; Wrinkle.

Resumo

Neste artigo, o objetivo é apresentar uma pesquisa que deriva de nossa interação com a obra Wrinkle, da artista plástica Liliana Porter. A partir da(s) voz(es) da obra, estabelecemos com ela um diálogo pautado por princípios de uma estética geral que emerge dos escritos de Bakhtin e dos demais intelectuais do Círculo, que constituem o que se reconhece, hoje, como Análise dialógica do Discurso

 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Adriana Pucci Penteado de Faria e Silva, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, Bahia, Brasil, appucci@uol.com.br

Realizou estágio de Pós-doutorado junto ao PEPG em LAEL/PUC-SP, sob supervisão de Beth Brait, entre 2022 e 2023. Possui graduação em Português/Italiano pela Universidade de São Paulo (1993), mestrado em Letras (Língua e Literatura Italiana) pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Linguística Aplicada pelo LAEL da PUCSP (2010), orientada pela Profa. Dra. Beth Brait. Foi bolsista do CNPq de outubro de 2007 a abril de 2010. Participou do programa Contatos com a Arte, desenvolvido pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, como Educadora Formadora convidada. Coordenou a equipe educativa da exposição Festival de jardins do MAM no Ibirapuera, de setembro a dezembro de 2010. Atuou como psicopedagoga pelo projeto de extensão Laboratório do Conhecimento da Faculdade de Educação da PUCSP. Atualmente é Pro fessora Associada do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia. Foi coordenadora do curso de Letras Vernáculas - Noturno entre 2016 e 2018. Atuou, no âmbito do PIBIC-UFBA, como líder do Comitê Local de Linguística, Letras e Artes entre 2019 e 2023. Participa, como pesquisadora, dos seguintes grupos: Linguagem, Identidade e Memória, liderado pela Profa. Dra. Beth Brait; Margens e Entrelinhas, liderado pela Profa. Dra. Daniele de Oliveira e Semiologia e Discurso, liderado pelos Prof. Dr. Anderson Salvaterra Magalhães e João Marcos Mateus Kogawa. Tem experiência na área de Letras, atuando ou tendo atuado principalmente nos seguintes temas: análise dialógica do discurso, artes e formação de professores, autoria na escrita de discentes de graduação.

Beth Brait, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, São Paulo, Brasil, bbrait@uol.com.br

Elisabeth Brait (Assinatura Beth Brait) é crítica, ensaísta, professor associado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, atuando nos Programas de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem/LAEL e Literatura e Crítica Literária/LCL, aposentada da Universidade de São Paulo. Fez Graduação em Letras, Doutorado e Livre-Docência em Linguística na USP; pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales - Paris/França. É pesquisadora nível 1A do CNPq; Assessora da CAPES, do CNPq e FAPESP; líder do GP/CNPq/PUC-SP Linguagem, Identidade e Memória; membro do GT/ANPOLL Estudos Bakhtinianos; criadora e editora do periódico Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso (QUALIS A1/SciELO/Scopus/Web of Science). Dentre as atividades acadêmico-administrativas relevantes destacam-se: Chefe do Departamento de Linguística/DL/FFLCH/USP (1994-1997); Coordenadora do PEPG em LAEL-PUC-SP (2001-2009); Presidente da ANPOLL (2004-2006); Membro do Comitê Assessor do CNPq/Área de Letras e Linguística (2010-2013); Membro do Comitê Consultivo SciELO, representante da Área de Letra, Linguística e Artes (2013-2016), Moderadora/SciELO de preprints, responsável pela área de Linguística (2020...). Foi professora visitante na Université de Provence - IUFM-ADEF, UP-IUFM-INRP/França (2005) e, também, na Universidade Federal da Bahia/UFBA/Brasil (2000/2001). Foi crítica militante de literatura no Jornal da Tarde e outros periódicos paulistas Dentre as atividades editoriais destacam-se: a participação em vários conselhos e comissões editoriais de periódicos científicos, coordenação de coleções na Atual Editora, Escolas Associadas Pueri Domus e, atualmente, com o Prof. Dr. Jean Carlos Gonçalves/UFPR, Diretora da coleção LICORES (Linguagem, Corpo, Estética)/HUCITEC. É autora de várias obras, dentre elas A personagem (edição revista e ampliada/2017), Ironia em perspectiva polifônica, Literatura e outras linguagens, organizadora de várias coletâneas sobre Bakhtin e o Círculo, além de artigos e capítulos de livros. Atua nas áreas de Teoria e análise do texto e do discurso, Estudos bakhtinianos, Análise dialógica do discurso, leitura e análise da verbo-visualidade e estudos literários.

 

Referências

AMORIM, M. Memória do objeto: uma transposição bakhtiniana e algumas questões para a educação. Bakhtiniana. Revista de estudos do discurso, São Paulo, v. 1, n. 1, p. 23-41, 2009. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/2997/1928. Acesso em: 20 out. 2022.

BACHTIN, M. Il problema del contenuto, del materiale e della forma nella creazione letteraria. In: M. BACHTIN. Estetica e romanzo. Trad. Chiara Strada Janovic. 4ªed., Torino: Einaudi, 2006. p. 3-66.

BAKHTIN, M. [1975] Questões de literatura e de estética: A teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et. al.3ª ed., São Paulo: Editora Unesp, 1993a.

BAKHTIN, M. [1924]. O problema do conteúdo, do material e da forma na criação literária. In: M. BAKHTIN. Questões de literatura e de estética: A teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et. al.3ª ed., São Paulo: Editora Unesp, 1993b. p.13-70.

BAKHTIN, M. [1979]. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4ª ed., São Paulo: Martins Fontes, 2003a.

BAKHTIN, M [1919]. Arte e responsabilidade. In: M. BAKHTIN, Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4ª ed., São Paulo: Martins Fontes, 2003b. p. XXXIIIXXXIV.

BAKHTIN, M. M. [1920-1924]. Para uma filosofia do ato responsável. Tradução aos cuidados de Valdemir Miotello e Carlos Alberto Faraco. São Paulo: Pedro e João Editores, 2010b.

BAKHTIN, M. [1954-55]. Os gêneros do discurso. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016.

BRAIT, B; MAGALHÃES, A.(orgs). Dialogismo: teoria e(m) prática. São Paulo: Terracota, 2014.

BUBNOVA, T. Bakhtin e Benjamin: sobre Goethe e outras questões. Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 145-172. 2015. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/24664. Acesso em: 30 out. 2022.

BENJAMIN, W. [1955] A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: W. BENJAMIN. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre a literatura e a história da cultura. Trad. Sergio Paulo Rouanet. 7ª ed. São Paulo: Brasiliense. 1994. p.165-196.

CAMPOS, M. I. B. Compreensão sobre a arquitetônica em Bakhtin: fontes kantianas. Organon, Porto Alegre, v. 30, n. 59, 2015. DOI: 10.22456/2238-8915.56901. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/organon/article/view/56901. Acesso em: 30 out. 2022.

DAHLET, V. As (man)obras da pontuação: usos e significações. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2006.

GOMPERTZ, Will. Isso é arte? 150 anos de arte moderna do impressionismo até hoje. Trad. Maria Luiza Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

FUNDAÇÃO CONSTANTINI. Verboamérica. MALBA collection, Buenos Aires: Platt Grupo Impressor, 2016.

ITAÚ CULTURAL, 2022. Papel de gelatina. Disponível em: https://enciclopedia. itaucultural.org.br/termo3887/papel-de-gelatina. Acesso em: 24 jul. 2022.

KANT. I. [1781] Crítica da razão pura. 5ª ed. Trad. Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Mourujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001.

MATTAR, M. R. El signo de la materialidad: convergencias entre el libro de artista y la poesía visual. eLyra. Revista da rede internacional Lyracompoetics. 13 (1). 2019, p.155- 168. http://dx.doi.org/10.21747/21828954/ely13a8. Acesso em: 10 set. 2022.

MEDVIÉDEV, P. N. [1928] O método formal nos estudos literários. Introdução crítica a uma poética sociológica. Trad. Ekaterina Vólkova Américo e Sheila Camargo Grillo. São Paulo: Contexto, 2012.

PINACOTECA DO ESTADO. Arte no Brasil. Uma história na Pinacoteca de São Paulo. Guia de visitação. 2ª ed. São Paulo: Pinacoteca do Estado. 2013.

TAVARES, L.M; ARAÚJO, M.A. Tempo e espaço em Lessing e hoje: considerações sobre um estudo das relações entre palavra e imagem, In: Anais do Encontro nacional da associação nacional de pesquisadores em artes plásticas. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2019. p. 357-373. Disponível em https://anpap.org.br/anais/2019/PDF/ARTIGO/28encontro______TAVARES_Leonardo_Motta_e_ARA%C3%9AJO_Nivalda_Assun%C3%A7%C3%A3o_de_357-373.pdf. Acesso em: 04 ago. 2023.

QUEIJO, M. E.S. Corpus e objeto em perspectiva dialógica: uma análise em obras de M. Bakhtin. Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso, São Paulo, v. 17, n. 2, 2022, p. 89–117. DOI: 10.1590/2176-4573p56746. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/ index.php/bakhtiniana/article/view/56746. Acesso em: 28 out. 2022.

SOBRAL. A. U. Do dialogismo ao gênero: as bases do pensamento do Círculo de Bakhtin. Campinas: Mercado de Letras, 2009.

SPERANZA, G. A contratiempo. In: MALBA. Liliana Porter: el hombre con el hacha y otras situaciones breves. Buenos Aires, 2013. p. 9-15. Disponível em https://malba.s3.sa-east-1.amazonaws.com/wp-content/uploads/2020/07/Liliana-Porter-Elhombre- con-el-hacha.pdf. Acesso em: 19 jul. 2022.

TORTOSA, A. Liliana Porter: Wrinkle, wrinkle, little star. 2003. Disponível em: http://alinatortosa.blogspot.com/2016/04/wrinkle-wrinkle-little-star.html. Acessoem: 24 jul. 2022.

VOLÓCHINOV. V. (Círculo de Bakhtin). [1926]. A palavra na vida e a palavra na poesia. In: V. VOLÓCHINOV. (Círculo de Bakhtin). A palavra na vida e a palavra na 25.

Downloads

Publicado

2023-10-19

Como Citar

PUCCI PENTEADO DE FARIA E SILVA, A.; BRAIT, B. Dialogando com Wrinkle, de Liliana Porter, para pensar princípios da Análise dialógica do discurso . Visualidades, Goiânia, v. 21, 2023. DOI: 10.5216/v.v21.74546. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/74546. Acesso em: 30 maio. 2024.