Da doença estigmatizante à ressignificação de viver em situação de rua

Clara Maria Conde Antunes, Anderson Silva Rosa, Ana Cristina Passarella Brêtas

Resumo


Este estudo qualitativo utilizou o método da história oral – modalidade temática – com o objetivo de compreender as relações existentes no processo de ressignificação da vida na rua a partir do diagnóstico de uma doença socialmente estigmatizante. Foi desenvolvido em um Centro de Acolhida, com cinco pessoas vivendo em situação de rua, portadoras de doenças socialmente estigmatizantes. Da análise emergiram duas categorias: A doença estigmatizante; Ressignificando a vida. Depreendemos que ser portador de doenças carregadas de estigma, preconceito e medo contribui com a fragilização dos vínculos sociais, amplia as vulnerabilidades individuais e as chances de ingresso e/ou perpetuação da vida em situação de rua. O autoconhecimento em relação à doença e a reflexão sobre a própria finitude contribuem para a ressignificação da vida. Os simbolismos que envolvem cada uma das doenças discutidas são pouco sensíveis às intervenções das políticas públicas para este fim.

Palavras-chave


Estigma Social; Determinantes Sociais da Saúde; Preconceito; Pessoas em Situação de Rua

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DOI: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v18.33141

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