Cidade inteligente e governamentalidade algorítmica: liberdade e controle na era da informação

  • Marco Antônio Sousa Alves Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Direito, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, marcofilosofia@yahoo.com.br http://orcid.org/0000-0002-4885-8773
Palavras-chave: Smart City, Governamentalidade algorítmica, Foucault, Liberdade

Resumo

Partindo das reflexões de Michel Foucault no final dos anos 1970 e da noção desenvolvida mais recentemente de “governamentalidade algorítmica”, entendida como um novo regime de poder e saber baseado na coleta, mineração e cruzamento de grandes volumes de dados, o presente artigo pretende analisar criticamente as chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), nas quais a infraestrutura e os serviços são interligados de maneira supostamente mais racionalizada e eficiente, oferendo finalmente o sonhado bem-estar e a vida feliz. Essa utopia de organização social será associada a uma nova forma de racionalidade política e estratégia de governo por meio de algoritmos, que colocam importantes e inquietantes questões. Neste trabalho, ressaltaremos a capacidade que os algoritmos possuem de nos governar, no sentido de conduzir nossas condutas e estruturar o campo das ações possíveis. E o foco deste artigo recairá sobre a tensão entre liberdade e controle inscrita nessa nova governamentalidade, que tem por objeto mais imediato os dados, as relações e os ambientes.

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Biografia do Autor

Marco Antônio Sousa Alves, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Direito, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, marcofilosofia@yahoo.com.br
Publicado
07-01-2019
Como Citar
Antônio Sousa Alves, M. (2019). Cidade inteligente e governamentalidade algorítmica: liberdade e controle na era da informação. Philósophos - Revista De Filosofia, 23(2). https://doi.org/10.5216/phi.v23i2.52730
Seção
Dossiê de Artigos Originais