Vida (Zoé), mundo e política: uma reflexão sobre os aspectos biopolíticos no pensamento de Hannah Arendt

Autores

  • Fabio Abreu Passos Universidade Federal do Piauí, Centro de Ciências Humanas e Letras, Departamento de Filosofia, Teresina, Piauí, Brasil, fabiopassos@ufpi.edu.br https://orcid.org/0000-0002-7339-6689

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v23i1.49934

Palavras-chave:

Hannah Arendt, Cuidado com o mundo, Biopolítica, Superfluidade humana

Resumo

Nos últimos anos, a pesquisa em torno do pensamento arendtiano tem buscado explicitar a existência de elementos biopolíticos, mesmo que estes não apareçam no interior de seu pensamento de maneira evidente. Para tanto, se tem procurado, fundamentalmente, em A condição humana, conceitos biopolíticos que colocariam Arendt no rol daqueles que na modernidade lançaram luz sobre a biologização da política e o esvaziamento da esfera pública. Também acreditamos que há, no interior das reflexões arendtianas, elementos biopolíticos. Contudo, nosso objetivo é demonstrar que é na descrição do ponto central da política que está uma das chaves de leitura de uma biopolítica arendtiana. Sustentaremos nossa hipótese a partir da assertiva arendtiana, contida em seu texto O que é Política?, na qual a autora diz que “no ponto central da política está sempre a preocupação com o mundo e não com o homem”. Afirmar que o ponto central da política é cuidar do mundo e não dos homens problematiza dois aspectos: o risco que há em não se cuidar do mundo e a compreensão da política enquanto instância preservadora da vida, pois eleger a vida como fundamento da política significa subtrair a liberdade pela necessidade no interior das ações humanas.

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Biografia do Autor

Fabio Abreu Passos, Universidade Federal do Piauí, Centro de Ciências Humanas e Letras, Departamento de Filosofia, Teresina, Piauí, Brasil, fabiopassos@ufpi.edu.br

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Publicado

07-08-2018

Como Citar

ABREU PASSOS, F. Vida (Zoé), mundo e política: uma reflexão sobre os aspectos biopolíticos no pensamento de Hannah Arendt. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 23, n. 1, p. 275–306, 2018. DOI: 10.5216/phi.v23i1.49934. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/49934. Acesso em: 30 maio. 2024.

Edição

Seção

Dossiê de Artigos Originais