SOBRE CONHECIMENTO E JUSTIFICAÇÃO DE CRENÇAS MORAIS

Autores

  • Marco Oliveira Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (PPGF/UFRJ)

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v22i1.44768

Palavras-chave:

Epistemologia moral, Externalismo epistêmico, Justificação de crenças, Metaética.

Resumo

Como em epistemologia, a discussão entre internalistas e externalistas sobre a justificação de crenças também pode ser aplicada em casos morais. Poderíamos imaginar, por exemplo, situações nas quais um agente adquire crenças morais por sorte ou acidentalmente; de um modo que não poderíamos afirmar que ele estaria autorizado em manter essas crenças. Uma posição tipicamente externalista seria afirmar que o status epistêmico das crenças morais de um agente não depende daquilo que está disponível a esse agente. Ao contestar a necessidade da evidência, defendida por internalistas, o externalismo epistêmico questiona uma tradição epistemológica que remonta a Descartes. Em outras palavras, podemos estar justificados sem o saber. Embora a relação entre o problema do conhecimento e as crenças morais não seja uma novidade, a epistemologia moral, entendida como um ramo da Metaética, ainda é um campo de estudo pouco explorado. Depois de uma breve apresentação do problema da justificação de crenças morais, comentarei sobre uma interessante analogia do famoso caso do chicken-sexter.

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Biografia do Autor

Marco Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (PPGF/UFRJ)

Possui Licenciatura (2010) e Mestrado (2012) em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e especialização em Educação à Distância pela Universidade Federal Fluminense (2015). Atualmente é discente, em nível Doutorado, do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realiza pesquisas em Metaética relacionadas ao Realismo moral e Conhecimento moral.

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Publicado

2017-07-31

Como Citar

OLIVEIRA, M. SOBRE CONHECIMENTO E JUSTIFICAÇÃO DE CRENÇAS MORAIS. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 22, n. 1, p. 141–162, 2017. DOI: 10.5216/phi.v22i1.44768. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/44768. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais