GIORGIO AGAMBEN E A EMANCIPAÇÃO DA MULHER

Autores

  • Yara Adario Frateschi Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v21i1.38823

Palavras-chave:

Giorgio Agamben, emancipação, gênero, Nancy Fraser, Seyla Benhabib

Resumo

Este artigo investiga se e em que medida a teoria política de Giorgio Agamben oferece recursos para uma reflexão a respeito da questão da emancipação da mulher nas democracias capitalistas contemporâneas. Trata-se de investigar se a teoria do Estado de Exceção nos municia para refletir e enfrentar a subjugação de gênero, que promove o bloqueio da participação da mulher na vida pública, a sua marginalização econômica e a sua dominação cultural. Pretendo mostrar que esta teoria está internamente bloqueada para lidar com a questão de gênero, o que se deve fundamentalmente ao seu diagnóstico das democracias contemporâneas, resultante de um enfoque excessivo na máquina governamental e nas instituições dominadoras e da correspondente negligência da sociedade civil, das suas demandas específicas, das suas lutas e conquistas efetivas, ainda que parciais.  Pretendo mostrar ainda que, levado às suas últimas consequências, este diagnóstico sugere que as conquistas femininas, desde o final do século XIX, são ilusórias ou até mesmo que a própria questão de gênero é irrelevante

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Biografia do Autor

Yara Adario Frateschi, Universidade Estadual de Campinas

Professora de ética e filosofia politica do Departamento de Filosofia da Unicamp

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Publicado

2016-08-28

Como Citar

FRATESCHI, Y. A. GIORGIO AGAMBEN E A EMANCIPAÇÃO DA MULHER. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 21, n. 1, p. 213–234, 2016. DOI: 10.5216/phi.v21i1.38823. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/38823. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais