SUBJETIVIDADE ONTOLÓGICA NA FILOSOFIA DA MENTE DE JOHN SEARLE

Autores

  • Tárik de Athayde Prata UFC

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v12i2.3386

Palavras-chave:

subjetividade, dualismo, problema mente-corpo.

Resumo

Analisando uma conhecida crítica de John Searle à tradição materialista, segundo a qual essa tradição costuma ignorar ou mesmo recusar a subjetividade dos fenômenos mentais, o presente trabalho examina a estratégia de Searle para defender essa subjetividade, passando pela recusa do caráter essencial do comportamento para o mental (seção II), pela distinção entre subjetivo/objetivo no sentido epistêmico e ontológico (seção III) e pela solução de Searle para o problema de outras mentes (seção IV). Porém, a tentativa do filósofo de obter um acesso indireto aos fenômenos mentais subjetivos através de explanações causais (seção V) destes fenômenos por processos cerebrais se mostra insuficiente para integrar a subjetividade ontológica em nossa visão científica do mundo, na medida em que a suposta irredutibilidade ontológica dos fenômenos subjetivos a fenômenos objetivos parece levar ao resultado de que os fenômenos mentais sejam algo para além da realidade natural.

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Biografia do Autor

Tárik de Athayde Prata, UFC

Trabalha como pesquisador e docente no departamento de filosofia da Universidade Federal do Ceará (com bolsa de DCR). Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (1999) e mestrado em Filosofia pela mesma instituição (concluído em 2002). É doutor em Filosofia pela Ruprecht Karl Universität Heidelberg, na Alemanha (título obtido em 2007), com uma tese sobre a filosofia da mente de John R. Searle. Atualmente desenvolve projeto de pesquisa com bolsa de Desenvolvimento Científico Regional (DCR) do CNPq em convênio com a FUNCAP. Tem experiência na área de Psicologia do Desenvolvimento, Filosofia da Mente e Filosofia Analítica

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Publicado

20-02-2009

Como Citar

DE ATHAYDE PRATA, T. SUBJETIVIDADE ONTOLÓGICA NA FILOSOFIA DA MENTE DE JOHN SEARLE. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 12, n. 2, 2009. DOI: 10.5216/phi.v12i2.3386. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/3386. Acesso em: 3 mar. 2024.