A AVERSÃO DO CRISTIANISMO À NATUREZA EM FEUERBACH

Autores

  • Eduardo Ferreira Chagas UFC - Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.5216/phi.v15i2.10857

Palavras-chave:

antinaturalismo, Feuerbach, cristianismo, natureza.

Resumo

Feuerbach deixa claro que a teologia cristã se relaciona negativamente ante a natureza. A depreciação ou desvalorização religiosa pela natureza tem consequências para o julgamento da natureza humana por parte da teologia, pois esta condena também a dimensão natural-sensível da natureza do homem e, frente a esta, enaltece o espírito. Precisamente porque a natureza expressa objetividade, necessidade, corporeidade, sensibilidade, é ela o negativo, por assim dizer uma prova dos limites da interioridade, do sentimento religioso, isto é, a barreira concreta que se opõe à ilusão de uma existência sobrenatural. Deste ponto de vista cristão, ela deve, portanto, ser eliminada, negada. Feuerbach argumenta que Deus (o todo supremo, a essência sublime), o qual a fantasia religiosa criou, é apenas uma representação fantasmagórica do gênero humano, uma construção subjetiva do homem, abstraída de todas as fronteiras e restrições da natureza, e a religião cristã serve ao homem como um meio, com o qual ele tenta livrar-se da natureza.

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Biografia do Autor

Eduardo Ferreira Chagas, UFC - Universidade Federal do Ceará

Doutorado na Alemanha; professor da Graduação e Pós-Graduação de Filosofia da Universidade Federal do Ceará e Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFC.

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Publicado

2010-11-26

Como Citar

CHAGAS, E. F. A AVERSÃO DO CRISTIANISMO À NATUREZA EM FEUERBACH. Philósophos - Revista de Filosofia, Goiânia, v. 15, n. 2, p. 57–82, 2010. DOI: 10.5216/phi.v15i2.10857. Disponível em: https://revistas.ufg.br/philosophos/article/view/10857. Acesso em: 3 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos Originais