Erosão hídrica em Latossolos Vermelhos distróficos

Autores

  • Joaquim Ernesto Bernardes Ayer Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG
  • Diogo Olivetti Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG
  • Ronaldo Luiz Mincato Instituto de Ciências da Natureza - Universidade Federal de Alfenas - MG
  • Marx Leandro Naves Silva Departamento de Ciência do Solo - Universidade Federal de Lavras - UFLA - Minas Gerais.

Palavras-chave:

Modelagem de erosão hídrica, sistema plantio direto, cobertura vegetal, manejo do solo.

Resumo

Em estado natural, os Latossolos apresentam grande estabilidade e resistência à erosão, sendo os mais abundantes e utilizados para atividades agropecuárias no sul de Minas Gerais. Contudo, nos últimos cem anos, estes foram submetidos a cultivos e manejos que favorecem a erosão hídrica. Este estudo objetivou estimar as taxas de erosão hídrica em Latossolos Vermelhos distróficos, a partir da Equação Universal de Perdas de Solo Revisada, em comparação com os limites de tolerância de perda de solo, e avaliar o impacto sobre a erosão hídrica dos manejos mais utilizados na região, pela simulação de alternativas de manejos conservacionistas. Os limites de tolerância de perda de solo variaram de 8,94 Mg ha-1 ano-1 a 9,99 Mg ha-1 ano-1, sendo que a área estudada apresenta suscetibilidade de perda de solo de 23,86 Mg ano-1, com taxa média de 8,40 Mg ha-1 ano-1, correspondendo a 34,80 % da área com valores acima do limite de tolerância de perda de solos. As maiores perdas anuais ocorrem nas áreas com uso e manejo de eucalipto (30,67 Mg ha-1 ano-1), com plantio morro abaixo, e pastagem sob lotação contínua (11,10 Mg ha-1 ano-1). Todavia, quando é considerada a perda média por tipo de uso, as áreas mais suscetíveis à erosão hídrica são as ocupadas pelas culturas de batata e eucalipto, com plantio morro abaixo, e as de solos expostos. Entretanto, no cenário simulado com manejo conservacionista, as perdas médias seriam reduzidas drasticamente (8,40 Mg ha-1 ano-1 para 2,84 Mg ha-1 ano-1) e restariam somente 4,00 % da área com perdas de solo acima do limite de tolerância.

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Biografia do Autor

Joaquim Ernesto Bernardes Ayer, Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG

Geógrafo pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pela UNIFAL-MG, atuando nas áreas de geoprocessamento e de manejo e conservação dos solos.

Diogo Olivetti, Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL-MG

Geógrafo pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), Mestre em Ecologia e Tecnologia Ambiental pela UNIFAL-MG, atuando nas áreas de geoprocessamento e de manejo e conservação dos solos.

Ronaldo Luiz Mincato, Instituto de Ciências da Natureza - Universidade Federal de Alfenas - MG

Geólogo pela UNISINOS (1983), Mestre em Geociências, na Área de Metalogênese (1994), Especialista em Ensino de Geociências (1996) e Doutor em Ciências, na Área de Metalogênese (2000) pela UNICAMP. Experiência na exploração e avaliação de depósitos minerais (1985 - 1990). Atualmente, é Professor Adjunto III na UNIFAL-MG, onde coordenou os Cursos de Geografia (Licenciatura e Bacharelado), chefiou o Departamento de Ciências Biológicas e da Terra (2009 a 2010), dirige, desde 2010, o Instituto de Ciências da Natureza e desde 2011 e é docente do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Tecnologia Ambiental.

Marx Leandro Naves Silva, Departamento de Ciência do Solo - Universidade Federal de Lavras - UFLA - Minas Gerais.

Possui graduação (1991) em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras - UFLA, Mestrado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela UFLA (1994) e Doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela UFLA (1997). Foi Pesquisador II da EMBRAPA/CNPS no período de 1994 a 1997, atuando na área de Manejo e Conservação do Solo e da Água. Em 1997 ingressou como Professor Adjunto I na UFLA, lotado no Departamento de Ciência do Solo - DCS, no Setor de Física e Conservação do Solo e da Água - SFCSA, atualmente é Professor Associado IV, nas disciplinas Física e Conservação do Solo e da Água, Conservação do Solo e da Água, Estágio Docência, Pesquisa Avançada, Pesquisa Orientada, Manejo Sustentável e Conservação de Solo e Água e Tópicos especiais em Ciência do Solo e Sustentabilidade Ambiental, nos programas de Graduação e Pós-Graduação. No ano de 2007 ocupou o cargo de Sub coordenador do Curso de Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo - PPGCS (Conceito 7 CAPES) e atualmente e membro permanente deste programa. Atualmente é membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Tecnologias e Inovações Ambientais - PPGTIA, membro do colegiado do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos em Sistemas Agrícolas - PPGRHSA, Coordenador dos Cursos de Especialização em Solos e Meio Ambiente e Gestão e Manejo Ambiental em Sistemas Agrícolas e é representante da UFLA no Conselho Diretor das Ações de Manejo de Solos no Estado de Minas Gerais - CD Solo. Ocupou o cargo de Chefe do DCS da UFLA, foi membro do Conselho Universitário da UFLA e foi membro do Conselho de Curadores da UFLA, no período de 2008 a 2012. Tem experiência na área de Agronomia, Ciência do Solo, com ênfase em Manejo e Conservação do Solo e da Água, atuando principalmente nos seguintes temas: diagnóstico, controle e modelagem da erosão hídrica; indicadores da qualidade do solo em sistemas de manejo para produção vegetal e animal (Biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica); avaliação da capacidade de uso do solo e do manejo conservacionistas de bacias hidrográficas visando o controle da erosão hídrica, recarga de água, a biodiversidade da fauna e flora e a poluição do solo e da água e monitoramento e controle de erosão hídrica em grandes plantios florestais. Atualmente apresenta parceria científica no exterior com a Purdue University, USA, Lancaster University - Lancaster Environment Centre, UK e USDA-ARS National Soil Erosion Research Laboratory, USA.

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Publicado

01-06-2015

Como Citar

AYER, J. E. B.; OLIVETTI, D.; MINCATO, R. L.; SILVA, M. L. N. Erosão hídrica em Latossolos Vermelhos distróficos. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 45, n. 2, p. 180–191, 2015. Disponível em: https://revistas.ufg.br/pat/article/view/31197. Acesso em: 1 mar. 2024.

Edição

Seção

Ciência do Solo