Cultivo de Pereskia aculeata sob irrigação intermitente de acordo com níveis de redução no potencial mátrico

Autores

  • Carla Regina Amorim dos Anjos Queiroz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Câmpus Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.
  • Reginaldo Rodrigues de Andrade Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Câmpus Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.
  • Sérgio Antônio Lemos de Morais Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Instituto de Química, Uberlândia, MG, Brasil.
  • Luiz Carlos Pavani Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, SP, Brasil.

Palavras-chave:

Défice hídrico, hortaliça não-convencional, “Ora-pro-nobis”.

Resumo

“Ora-pro-nobis” (Pereskia aculeata Mill.) é uma hortaliça não convencional, no Brasil. Levando-se em conta seu potencial para o cultivo agronômico, objetivou-se avaliar a resposta dessa planta ao défice hídrico intermitente por redução controlada no potencial matricial do substrato, em casa-de-vegetação. Os tratamentos consistiram na aplicação de volumes de água aos vasos, calculados para elevar o potencial mátrico a -5 kPa, com base na curva de retenção de água do substrato, toda vez que a média do potencial mátrico atingisse de -10 kPa a -70 kPa, dependendo do tratamento. Aos 140 dias após o transplantio, foram avaliadas a área foliar e as massas secas de folhas, caules e raízes. A redução intermitente do potencial mátrico na zona radicular de “Ora-pro-nobis” afetou menos a acumulação de massa seca nas folhas (redução de 21,4%) do que nos caules (redução de 48,1%) e nas raízes (redução de 63,7%), o que é interessante, já que as folhas são o principal produto comercial dessa planta. O tratamento também modificou a proporcionalidade de alocação de massa seca entre as partes da planta e reduziu a eficiência fotossintética das folhas, evidenciada pelo aumento linear da área foliar específica (0,63 cm2 g-1 kPa-1) e da razão de área foliar (0,39 cm2 g-1 kPa-1), mas não afetou diretamente a área foliar.

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Biografia do Autor

Carla Regina Amorim dos Anjos Queiroz, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Câmpus Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.

Dra. em Agronomia, atuante na área de análise de crescimento de plantas e análise química de material vegetal.

Reginaldo Rodrigues de Andrade, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM), Câmpus Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.

Doutor em Agronomia pela Unesp, com experiência em análise de crescimento de plantas.

Sérgio Antônio Lemos de Morais, Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Instituto de Química, Uberlândia, MG, Brasil.

Doutor em Química com experiência em análise de material vegetal.

Luiz Carlos Pavani, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, SP, Brasil.

Doutor em Agronomia, com experiência em irrigação e drenagem.

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Publicado

06-02-2015

Como Citar

QUEIROZ, C. R. A. dos A.; ANDRADE, R. R. de; MORAIS, S. A. L. de; PAVANI, L. C. Cultivo de Pereskia aculeata sob irrigação intermitente de acordo com níveis de redução no potencial mátrico. Pesquisa Agropecuária Tropical, Goiânia, v. 45, n. 1, p. 1–8, 2015. Disponível em: https://revistas.ufg.br/pat/article/view/27210. Acesso em: 2 dez. 2022.

Edição

Seção

Produção Vegetal