TERAPÊUTICA E PROFILAXIA DA MALÁRIA. REVISÃO
DOI:
https://doi.org/10.5216/rpt.v23i2.20021Resumo
Não há perspectivas previsíveis de controle nem de erradicação da malária nos próximos anos.A antiga estratégia de combate ao vetor, tem-se mostrado pouco efetiva no decorrer dos anos e a vacinada malária apesar de resultados promissores de estudos preliminares conduzidos em campo, necessitaainda ser melhor avaliada. Assim, a estratégia atual de controle da malária consiste no tratamento eprevenção. Nesta revista serão abordados aspectos práticos sobre o manuseio das drogas antimaláricas,em especial aquelas utilizadas para o Plasmodium falciparum. A cloroquina continua sendo a droga deescolha para o P. ovale, P. malarie e P. vivax. A escolha de uma droga para o P. falciparum vai dependerda sensibilidade prévia conhecida de uma determinada droga naquele país ou naquela região. Mesmo osmais novos medicamentos como a mefloquina e o halofantrine, é crescente o desenvolvimento daresistência. A grande expectativa em relação aos derivados da artemísia parece estar se confirmando emensaios clínicos. Atualmente a tetraciclina associada ao quinino tem mostrado os maiores índices de curapara a terapêutica da malária por P. falciparum, no Brasil e poderia ser a droga de escolha. A mefloquinae mesmo as mais novas drogas, se disponíveis, poder~,ao ser recomendadas se houver falha terapêuticaou intolerância à associaç~,ao de quinino e tetraciclina. A ex-sanguíneo transfus~,ao pode ser umamedida adicional em situações especiais, tais como mais que 10% de eritrócitos parasitados e na maláriacerebral. Na gravidez, a malária por falciparum deve ser tratada sem maiores receios com quinino.Enfatiza-se a grande necessidade de novos compostos, cuja estrutura química não seja relacionada aosantimaláricos já disponíveis. Estas novas drogas deveriam ser usadas com cautela, para minimizar o riscode emergência de resistência.Downloads
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