CONVIVENDO COM O DOENTE MENTAL PSICÓTICO NA ÓTICA DO FAMILIAR1

Cíntia Nasi, Lilian Konageski Stumm, Leila Mariza Hildebrandt

Resumo


RESUMO: Muitas pessoas vivenciam situações de adoecimento mental, de caráter psicótico, que desencadeiam sofrimentos tanto para o doente como para os seus familiares. Acreditamos que experimentar tal situação significa conviver com limitações e desgastes no cotidiano familiar, dificultando a convivência com a pessoa que possui quadro de psicose. Considerando esses aspectos, este trabalho tem como objetivo conhecer a percepção do familiar sobre sua vivência com uma pessoa portadora de psicose. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo desenvolvido em um município situado na região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - Ijuí. Os sujeitos da investigação constituíram-se de cinco familiares de indivíduos psicóticos que freqüentam o Grupo de Socioterapia do Bairro Glória. A coleta de informações se deu através de entrevista aberta, gravada e transcrita na íntegra. A análise dos dados obtidos seguiu a proposta metodológica de MINAYO (2002). A partir das informações contidas nos depoimentos dos atores sociais do estudo, emergiram três temáticas com um núcleo de pensamento semelhante. Na primeira, discutimos as dificuldades vivenciadas pelos familiares na convivência com a pessoa psicótica no momento em que ela possui os sintomas agudizados. Na segunda, abordamos a questão da medicação como um elemento terapêutico que ajuda o doente mental a manter-se estável, facilitando a convivência familiar. A terceira apresenta a concepção da família sobre a doença mental. Com este trabalho, concluímos que a convivência com a pessoa acometida por uma doença mental psicótica é desgastante para o familiar e que, por vezes, há dificuldade de entendimento dos sintomas apresentados pelo doente. Além disso, a família considera a medicação como uma das principais possibilidades de intervenção na terapêutica do sujeito psicótico, situação esta reforçada pela equipe de saúde que acompanha essas pessoas.
PALAVRAS CHAVES: Família; Doença Mental; Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.5216/ree.v6i1.799



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