Sífilis congênita em região da amazônia brasileira: análise temporal e espacial

Autores

  • Bianca Alessandra Gomes da Costa Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém (PA), Brasil. biancagomesdocarmo@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-9927-3417
  • Deborah Favacho dos Santos Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém (PA), Brasil. favachodeborah@gmail.com https://orcid.org/0000-0001-9560-3370
  • Késsia Aillly Santos Hayase Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém (PA), Brasil. quadros.santosmm@gmail.com
  • Marcus Matheus Quadros Santos Universidade Federal do Pará https://orcid.org/0000-0001-8584-8075
  • Glenda Roberta Oliveira Naiff Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém (PA), Brasil. grnaiff@gmail.com https://orcid.org/0000-0002-8206-4950
  • Eliã Pinheiro Botelho Universidade Federal do Pará (UFPA). Belém (PA), Brasil. elipinbt@gmail.com

DOI:

https://doi.org/10.5216/ree.v22.62349

Palavras-chave:

Sífilis Congênita, Análise Espacial, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Enfermagem

Resumo

Objetivo: Analisar a tendência temporal e distribuição espacial da sífilis congênita em uma região da Amazônia brasileira. Metodologia: Estudo ecológico realizado com casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade no Pará empregando dados do Sistema de Informação de Agravo de Notificação e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, 2007 a 2017. Aplicou-se análise de autocorrelação espacial de Moran e análise temporal pelo método joinpoint. Resultados: A taxa de incidência bruta e média de sífilis congênita para o período do estudo foi de 3,8 e 0,345 (x1.000 nascidos vivos), respectivamente. A incidência de sífilis congênita apresentou tendência crescente com variação percentual anual de 12,0% (IC 9,8–14,8; p=0,000). A sífilis congênita apresentou expansão territorial, com as maiores taxas nos municípios do nordeste, sudeste e sudoeste paraense. Conclusão: A sífilis congênita apresentou tendência crescente contínua no Pará e expansão territorial. Nossos resultados sugerem ineficácia do acompanhamento de pré-natal.

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Publicado

29/12/2020

Como Citar

1.
Costa BAG da, Santos DF dos, Hayase KAS, Santos MMQ, Naiff GRO, Botelho EP. Sífilis congênita em região da amazônia brasileira: análise temporal e espacial. Rev. Eletr. Enferm. [Internet]. 29º de dezembro de 2020 [citado 3º de março de 2024];22:62349. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fen/article/view/62349

Edição

Seção

Artigo Original