Qualidade de vida e lesão medular traumática: um estudo com uso de data sets internacionais

Autores

  • Fabiana Faleiros Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto (SP), Brasil. fabifaleiros@eerp.usp.br http://orcid.org/0000-0003-3723-7944
  • Josana Cristina Faleiros e Silva Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto (SP), Brasil. jofaleiros28@gmail.com
  • Adriana Cordeiro Universidade de São Paulo (EERP/USP). Ribeirão Preto (SP), Brasil. adriana.clsilva@hotmail.com
  • Adriana Dutra Tholl Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis (SC), Brasil. adriana.dutra.tholl@ufsc.br https://orcid.org/0000-0002-5084-9972
  • Laís Fumincelli Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). São Carlos (SP), Brasil. laiscelli13@gmail.com
  • Denise Tate Universidade de Michigan (UMIC). Michigan (EUA). dgtate@med.umich.edu

DOI:

https://doi.org/10.5216/ree.v22.56256

Palavras-chave:

Qualidade de Vida, Pessoas com Deficiência, Reabilitação, Traumatismos da Medula Espinhal, Enfermagem

Resumo

Avaliar a qualidade de vida (QV) de pessoas com lesão medular traumática (LMT) e sua associação com o tempo de LMT. Estudo quantitativo, analítico e transversal. Os dados foram coletados com dois instrumentos validados (questionário biosociodemográfico e Data Set de QV da International Spinal Cord Society). Amostra com 81 participantes, 81,5% do sexo masculino, com média de idade de 36±11,9 anos. A satisfação com a saúde psicológica apresentou maior escore (7,2), apesar disso, 86,4% estavam insatisfeitos ou completamente insatisfeitos com a QV geral. Não houve diferença quando comparado o nível da LMT com satisfação com a vida como um todo (p=0,237). A QV geral foi associada ao tempo de LMT (p=0,005), sugerindo que após cinco anos da LMT, as pessoas tendem a ficar mais satisfeitas com suas vidas. Este estudo mostrou que a maioria dos participantes com LMT apresentam-se insatisfeitos com a qualidade de vida.

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Publicado

05/10/2020

Como Citar

1.
Faleiros F, Silva JCF e, Cordeiro A, Tholl AD, Fumincelli L, Tate D. Qualidade de vida e lesão medular traumática: um estudo com uso de data sets internacionais. Rev. Eletr. Enferm. [Internet]. 5º de outubro de 2020 [citado 3º de março de 2024];22:56256. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fen/article/view/56256

Edição

Seção

Artigo Original