O que deixar por dizer quer dizer: o segredo na prática da pintura

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DOI:

https://doi.org/10.5216/sec.v26.73317

Resumo

Partindo de uma pesquisa etnográfica junto de um atelier de pintura que decorre numa instituição de apoio social e psiquiátrico, propõe-se uma reflexão sociológica em torno da noção de segredo. Sob orientação das sociologias pragmatistas e fenomenológicas, e enfocando o caso de um pintor abstrato, Bonifácio, entende-se o segredo como forma de sociação e experiência situada e relacional. Do estudo que se segue, perceber-se-á como a formação e manutenção do segredo assenta na relação que o pintor estabelece com as suas telas, abrindo para modalidades de subjetivação capacitantes que escasseiam na instituição. De um lado, o segredo é desencadeado pela relação de responsabilidade moral mantida entre o artista e a obra, desenhando-se assim um espaço de interioridade subjetiva, por outro lado, a tela é passível de usos táticos por parte do pintor, gerando um espaço intercalar que lhe permite acomodar a sua singularidade nas sociabilidades estabelecidas.

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Biografia do Autor

José Manuel Resende, Universidade de Évora (UE), Évora, Portugal, josemenator@gmail.com

Doutor em Sociologia pela Universidade de Lisboa e professor da Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora, Portugal.

José Maria Carvalho, Universidade de Évora (UE), Évora, Portugal, carvalhoze10@hotmail.com

Doutorando em Sociologia na Escola de Ciências Sociais da Universidade de Évora.

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Publicado

2023-06-06

Como Citar

RESENDE, J. M.; CARVALHO, J. M. O que deixar por dizer quer dizer: o segredo na prática da pintura. Sociedade e Cultura, Goiânia, v. 26, 2023. DOI: 10.5216/sec.v26.73317. Disponível em: https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/73317. Acesso em: 26 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos Livres