Nós somos metade gente, outra de caranguejo: a dinâmica sócio-espacial da pesca do caranguejo (Ucides cordatus) no maretório da RESEX Marinha Caeté-Taperaçu, Bragança/PA

We are half human, half crab: the socio-spatial dynamics of crab fishing (Ucides cordatus) in the tide of RESEX maretório Caeté-Taperaçu, Bragança/PA

Autores

  • Josinaldo Reis do Nascimento Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA Campus Bragança, Bragança, Pará, Brasil, josinaldo.reis@ifpa.edu.br https://orcid.org/0000-0002-1255-1884
  • Arthur Boscariol da Silva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA Campus Bragança, Bragança, Pará, Brasil, arthur.silva@ifpa.edu.br
  • Patrick Heleno dos Santos Passos Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará -IDEFLOR-Bio, Belém, Pará, Brasil, ckpassos@hotmail.com https://orcid.org/0000-0001-5044-8477

DOI:

https://doi.org/10.5216/bgg.v42.73208

Resumo

A produtividade pesqueira do litoral da Amazônia está diretamente relacionada à dinâmica das florestas de mangue. Nesses maretórios, a cadeia produtiva do caranguejo (U. cordatus) tem grande relevância socioeconômica. O objetivo deste artigo é realizar uma análise da dinâmica sócio-espacial da cadeia produtiva do caranguejo no maretório da RESEX Marinha Caeté-Taperaçu, Bragança/PA. Entre maio e junho de 2017, e em outubro de 2018, entrevistamos 100 pescadores tiradores de caranguejo que atuam diariamente nos mangues circunvizinhos à rodovia PA-458, e uma amostra de 20% destes foram novamente ouvidos em julho de 2021 com o intuito de atualizar os dados econômicos. Nas últimas décadas, a captura de caranguejo evoluiu de uma atividade meramente esporádica e de autoconsumo para uma complexa cadeia produtiva. A intensificação do beneficiamento da carne do crustáceo, que vem inserindo cada vez mais as mulheres no processo produtivo, tem aumentado os esforços de pesca gerando uma captura por unidade de esforço (CPUE) média de 152 unidades/pescador/dia. Os agentes intermediários envolvidos na cadeia têm contribuído para a perda de independência e autonomia dos pescadores, que atrelados a eles não escolhem para quem e com quem comercializar os resultados das pescarias, aumentando a complexidade das relações de trabalho.

Palavras-chave: Maretório. Dinâmica sócio-espacial. Cadeia produtiva do caranguejo U. cordatus. Caeté-Taperaçu.

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Biografia do Autor

Josinaldo Reis do Nascimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA Campus Bragança, Bragança, Pará, Brasil, josinaldo.reis@ifpa.edu.br

Doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP)

Arthur Boscariol da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA Campus Bragança, Bragança, Pará, Brasil, arthur.silva@ifpa.edu.br

Mestre em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Patrick Heleno dos Santos Passos, Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará -IDEFLOR-Bio, Belém, Pará, Brasil, ckpassos@hotmail.com

Mestre em Desenvolvimento Rural Sustentável e Gestão de Empreendimentos Agroalimentares pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA)

Publicado

2023-01-09

Como Citar

REIS DO NASCIMENTO, J.; BOSCARIOL DA SILVA, A.; HELENO DOS SANTOS PASSOS, P. Nós somos metade gente, outra de caranguejo: a dinâmica sócio-espacial da pesca do caranguejo (Ucides cordatus) no maretório da RESEX Marinha Caeté-Taperaçu, Bragança/PA: We are half human, half crab: the socio-spatial dynamics of crab fishing (Ucides cordatus) in the tide of RESEX maretório Caeté-Taperaçu, Bragança/PA. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 42, n. 01, 2023. DOI: 10.5216/bgg.v42.73208. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/73208. Acesso em: 25 mar. 2023.