Análise da expansão canavieira e as mudanças de uso do solo no sudoeste goiano de 1985 a 2016

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5216/bgg.v38i3.56359

Resumo

A Região de Planejamento do Sudoeste Goiano (RPSG) se insere na área da recente e rápida expansão sucroenergética brasileira no Centro-Sul do Cerrado a partir dos anos 2000. O avanço do setor criou um ambiente de competição pelas melhores áreas produtivas entre os complexos agroindustriais instalados na
região, principalmente o de grãos e o de carne. As maiores evidências disso se encontram nas mudanças de uso do solo, em que a cana-de-açúcar vem substituindo, de forma direta e indireta, áreas de agricultura, pastagens e também de Cerrado remanescente. Com uso de geotecnologias analisou-se a influência dessa expansão canavieira na dinâmica espacial da RPSG, nos anos de 1985, 1995, 2005, 2010, 2013 e 2016, que
cobrem o período anterior, concomitante e posterior à essa expansão, considerando os padrões de sucessão de usos. Os resultados mostraram que a cana-de-açúcar avançou sobre as áreas agrícolas e pecuárias, mas também sobre as naturais, em busca dos melhores solos, o que está relacionado à maior rentabilidade da cultura, interferindo na produção de alimentos e nas áreas de vegetação nativa.


Palavras-chave: Setor sucroenergético, Mudanças de uso do solo, Conflitos de uso do solo

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Biografia do Autor

Silas Pereira Trindade, Universidade Estadual de Goiás, Pires do Rio, Goiás, Brasil, silaspereiratrindade@gmail.com

Karla Maria Silva de Faria, Universidade Federal de Goiás, Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, Goiânia, Goiás, Brasil, karlamsfaria@gmail.com

Selma Simões de Castro, Universidade Federal de Goiás, Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, Goiânia, Goias, Brasil, selma.castro@uol.com.br

Publicado

2018-12-17

Como Citar

PEREIRA TRINDADE, S.; MARIA SILVA DE FARIA, K.; SIMÕES DE CASTRO, S. Análise da expansão canavieira e as mudanças de uso do solo no sudoeste goiano de 1985 a 2016. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 38, n. 3, p. 569–590, 2018. DOI: 10.5216/bgg.v38i3.56359. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/56359. Acesso em: 6 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos