GOIÂNIA E OS DIÁLOGOS (RE)PRODUTORES DE UM “CORPO HÍBRIDO” - DOI 10.5216/bgg.v34i3.33857

Autores

  • Marcelo de Mello Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/bgg.v34i3.33857

Resumo

Goiânia foi construída para redefinir a lógica gestora do território goiano. Ela foi erguida para romper com os nexos definidos pela oligarquia local e consolidar uma articulação com a economia sediada no sudeste do país. A nova capital foi o elemento central de um discurso universalizador, que anunciava as benesses advindas da instauração de uma nova mentalidade produtiva no estado de Goiás. Entretanto, apesar da eloquência com que a nova capital era anunciada, vários elementos não inseridos no projeto original foram surgindo. Esses elementos representam as demandas particulares presentes na vida dos migrantes convocados a trabalhar na construção da importante obra. Desta forma, a universalidade exaltada pelos discursos oficiais acabou dialogando com a particularidade derivada de ações “coadjuvantes”. Esse movimento afetou a forma originalmente delineada para nova capital. Certamente, a modificação na aparência da cidade é um indício de alteração, também, em sua essência. Nesse contexto, uma cidade pautada na “razão” passou a revelar traços de “loucura”.

Palavras-chave: cidade, universal-particular, aparência-essência, razão-loucura.

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Publicado

2015-01-10

Como Citar

DE MELLO, M. GOIÂNIA E OS DIÁLOGOS (RE)PRODUTORES DE UM “CORPO HÍBRIDO” - DOI 10.5216/bgg.v34i3.33857. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 34, n. 3, p. 465–479, 2015. DOI: 10.5216/bgg.v34i3.33857. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/33857. Acesso em: 14 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos