VULNERABILIDADE NATURAL DOS SOLOS E ÁGUAS DO ESTADO DE GOIÁS À CONTAMINAÇÃO POR VINHAÇA UTILIZADA NA FERTIRRIGAÇÃO DA CULTURA DE CANA DE-AÇÚCAR - DOI 10.5216/bgg.V30i1.11202

Autores

  • Maria Gonçalves da Silva Barbalho Universidade Federal de Goiás
  • Alfredo Borges de Campos Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/bgg.v30i1.11202

Resumo

A cultura da cana-de-açúcar tem se expandido no estado de Goiás, implicando em um reordenamento do uso do solo com possíveis consequências ambientais. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a vulnerabilidade natural dos solos e águas superficiais e subterrâneas do estado de Goiás à contaminação por vinhaça, que é o principal subproduto decorrente do processamento da cana-de-açúcar para produção de álcool combustível (etanol). A vinhaça é frequentemente utilizada como fertilizante nos solos e, por isso, pode constituir um poluente quando aplicada indevidamente. A metodologia empregada consistiu na avaliação da vulnerabilidade natural das terras à contaminação por vinhaça mediante análise integrada dos seguintes parâmetros: declividade, tipos e condutividade hidráulica dos solos. A partir da análise desses parâmetros, as classes de vulnerabilidade natural dos solos foram determinadas e correlacionadas com a distribuição espacial das usinas de álcool, objetivando definir cenários potenciais de contaminação dos solos e águas por constituintes químicos da vinhaça. Os resultados revelaram que áreas com “muito alta” e “alta” vulnerabilidade abrangem cerca de 57% das terras do estado que podem ser ocupadas pela cana-de-açúcar, o que define um futuro cenário ambiental preocupante no que concerne à qualidade e gestão de solos e águas.

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Publicado

2010-08-31

Como Citar

SILVA BARBALHO, M. G. da; BORGES DE CAMPOS, A. VULNERABILIDADE NATURAL DOS SOLOS E ÁGUAS DO ESTADO DE GOIÁS À CONTAMINAÇÃO POR VINHAÇA UTILIZADA NA FERTIRRIGAÇÃO DA CULTURA DE CANA DE-AÇÚCAR - DOI 10.5216/bgg.V30i1.11202. Boletim Goiano de Geografia, Goiânia, v. 30, n. 1, p. 155–170, 2010. DOI: 10.5216/bgg.v30i1.11202. Disponível em: https://revistas.ufg.br/bgg/article/view/11202. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos