Conflito ambiental na Comunidade Ilha Verde: articulação institucional e ativismo cartográfico

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DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v15i2.66094

Resumo

A Comunidade Ilha Verde, em Babaçulândia (TO), foi acusada de ocupar a Área de Proteção Ambiental (APA), às vezes tratada como Área de Preservação Permanente (APP), do reservatório da UHE de Estreito (MA). Instalado o conflito entre a comunidade e o consórcio responsável pela UHE, a comunidade utilizou as seguintes estratégias: a visibilização da produção agroecológica, as articulações institucionais e a construção da cartografia participativa. O nosso objetivo é analisar o uso da cartografia participativa durante este processo. Os procedimentos de construção da cartografia participativa foram a formação de pessoas da comunidade e da universidade sobre os usos da cartografia em conflitos ambientais, produção de dados em trabalho de campo, a validação dos mapas produzidos pelas entidades envolvidas, assim como a entrega dos mapas para seu uso na defesa jurídica da comunidade. Pela cartografia foi comprovado que a comunidade produziu alimentos sem agrotóxicos, não ocupou APP, propôs recuperação de áreas degradadas e mesmo assim foi retirada do território por ocupar indevidamente a APA do reservatório.

Palavras-chave: Cartografia participativa. Conflitos Socioambientais. Articulações Institucionais.

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Publicado

2021-10-22

Como Citar

AGUIAR, V. G. de; RAMOS JÚNIOR, D. V.; COSTA, K. G. . Conflito ambiental na Comunidade Ilha Verde: articulação institucional e ativismo cartográfico. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 15, n. 2, p. 162–185, 2021. DOI: 10.5216/ag.v15i2.66094. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/66094. Acesso em: 14 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos