A cidade das mulheres feministas: uma cartografia de Goiânia (GO)

Autores

  • Talita Cabral Machado Diretoria de Informações Urbanas e Geoprocessamento, Secretaria Municipal de Planejamento Urbano de Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v12i1.42703

Resumo

Resumo

Este estudo trata das apropriações do espaço urbano de Goiânia (GO), realizadas pelas mulheres que participam ou participaram de grupos dos movimentos feministas locais. Objetivo é compreender diferentes processos de apropriação, produção e qualificação do espaço da cidade realizados por militantes. A metodologia adotada utiliza-se das narrativas de lideranças feministas, por meio de entrevistas semiestruturadas e de técnicas de mapeamento. Os pressupostos teóricos são baseados em leituras sobre as questões de gênero no espaço urbano. As ações feministas nos lugares acontecem a partir da vivência entre as mulheres, onde elas se constroem como feministas e constroem, ao mesmo tempo, os feminismos. Em meio a uma série de limitações, em uma relação com e entre os lugares da cidade, as mulheres os criam e recriam. Através do mapeamento dos locais presentes nas narrativas, há a constituição de um mosaico de representações espaciais. Por fim, é possível entender, por meio de suas ações coletivas, que as mulheres intervêm de diferentes formas no processo de construção do urbano.

Palavras-chave: Mulheres; Espaço urbano; Movimentos feministas; Cartografia

 

Abstract

This research deals with appropriations of the urban space of Goiânia, GO, by women who take or took part in local feminist groups or movements. The work aims at understanding different processes of appropriation, production and qualification of urban spaces by women militants, The chosen methodology makes use of feminist leadership narratives, by means of semi-structured interviews and mapping techniques. The theoretical assumptions are based on readings about gender in urban sapace. The feminist activity on these places happens based on their experiences between them, by which they constitute themselves as feminists and, at the same time, shaping various feminisms. Amid a number of limitations, in a relation with and between the spaces of the city, the women create and recreate them. There is a constitution of a mosaic of spacial representations, achieved by mapping the places noted in the narratives. Lastly, it is possible to understand, by means of their collective actions, that women intervene in various ways on the process of urban framing.

Keywords: Women; Urban space; Feminist movements; Cartography

 

Resumen

El estudio trata de la apropiación del espacio urbano en Goiânia (GO), llevadas a cabo por las mujeres que participan o han participado en grupos de movimientos feministas locales. El objetivo es comprender los diferentes procesos de apropiación, producción y calificación del espacio urbano realizados por las militantes. La metodología utiliza las narrativas de líderes feministas, a través de entrevistas semiestructuradas y técnicas de mapeo. Los presupuestos teóricos se basan en enfoques teóricos sobre la cuestión de género en el espacio urbano. Las acciones feministas en estos lugares suceden de experiencias entre las mujeres, donde si construyen como feministas, mientras construyen, al mismo tiempo, los feminismos. En medio de una serie de limitaciones, en relación con los lugares de la ciudad, las mujeres crean y recrean estos lugares de manera activa. Mediante la cartografía de los lugares presentes en las narrativas hay la creación de un mosaico de representaciones espaciales. Por último, es posible comprender, a través de sus acciones colectivas, que las mujeres participan de diferentes maneras en el proceso de construcción de lo urbano.

Palabras clave: Mujeres; Sspacio urbano; Movimientos feministas; Cartografia

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Publicado

2018-08-03

Como Citar

CABRAL MACHADO, T. A cidade das mulheres feministas: uma cartografia de Goiânia (GO). Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 12, n. 1, p. 201–218, 2018. DOI: 10.5216/ag.v12i1.42703. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/42703. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos