Cerrado e território: conflitos socioespaciais na apropriação da Biodiversidade – os povos indígenas Karajás, Aruanã-Go - DOI 10.5216/ag.v4i1.16683

Autores

  • Eguimar Felício Chaveiro UFG

DOI:

https://doi.org/10.5216/ag.v4i1.16683

Resumo

A inserção desigual das áreas de Cerrado no jogo da economia nacional e internacional tem alterado o gradiente natural de seus ambientes e os modos de vida de seus povos. Essas mudanças intercedem nos territórios indígenas, criando um cenário de disputa territorial que atinge a vida dos Povos Karajá, de Aruanã-Go - objeto do presente artigo. Cabe então perguntar: como os povos Karajá desenvolvem a apropriação da biodiversidade do Cerrado imerso nesses conflitos? A pesquisa realizada contou com vários dispositivos e procedimentos teórico-metodológicos, e, mais precisamente, apoiou-se no que se tem denominado Abordagem Territorial. A ação qualitativa utilizada na realização do trabalho intentou aglutinar os componentes socioeconômicos aos socioculturais e simbólicos, de maneira a captar a força imperativa da economia capitalista e a ação resistente da cultura Karajá nos interstícios dessa economia, logrando, como resultado, isso: os povos Karajá internalizam em suas relações com o lugar e consigo mesmos, os conflitos externos em forma de mudança de hábitos alimentares, lazer, trabalho, moradia etc. Mas agem para criar alternativas que, dentro do conflito, vislumbrem a sobrevida de suas tradições e de seus afetos.

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Publicado

2011-12-26

Como Citar

CHAVEIRO, E. F. Cerrado e território: conflitos socioespaciais na apropriação da Biodiversidade – os povos indígenas Karajás, Aruanã-Go - DOI 10.5216/ag.v4i1.16683. Ateliê Geográfico, Goiânia, v. 4, n. 1, p. 64–83, 2011. DOI: 10.5216/ag.v4i1.16683. Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/16683. Acesso em: 23 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos