O DESTINO MORREU DE REPENTE: DIVERTIMENTO E RESISTÊNCIA EM ALVES REDOL

Autores

  • Walquiria Pereira Batista Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.5216/ac.v1i1.31060

Palavras-chave:

Divertimento, resistência, Alves Redol.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo estudar a peça O destino morreu de repente, de Alves Redol, a partir de dois aspectos: o seu caráter de divertimento, compreendido na linguagem cênica, e a sua temática de resistência. Na referida obra, o autor buscou dirigir-se tanto aos sentidos quanto à inteligência de seu espectador, conjugando entretenimento e denúncia às injustiças sociais de seu tempo. Baseando-se nessas noções, serão examinados simultaneamente os ingredientes do espetáculo como divertimento e os desajustamentos que a peça espelha, escrita sob o regime do Estado salazarista. O referencial teórico adotado consiste basicamente nas concepções de Bertolt Brecht, que consideram o teatro um recinto de diversão, aliada a uma atitude crítica diante da realidade.

 

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Biografia do Autor

Walquiria Pereira Batista, Universidade Federal de Goiás

WALQUÍRIA PEREIRA BATISTA é mestre em filosofia, com a dissertação A Arte Além da Razão: a Tragédia na Reflexão do Jovem Nietzsche, pela Universidade Federal de Goiás. É licenciada em Artes Cênicas pela Escola de Música e Artes Cênicas da mesma universidade, onde também é professora assistente, atuando na área de História e Teoria do Teatro, nos cursos de Artes Cênicas e Direção de Arte.

 

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Publicado

2014-09-05

Como Citar

BATISTA, W. P. O DESTINO MORREU DE REPENTE: DIVERTIMENTO E RESISTÊNCIA EM ALVES REDOL. Arte da Cena (Art on Stage), Goiânia, v. 1, n. 1, p. 49–60, 2014. DOI: 10.5216/ac.v1i1.31060. Disponível em: https://revistas.ufg.br/artce/article/view/31060. Acesso em: 28 jan. 2023.

Edição

Seção

Temas Variados