Flores, cores e formas: o Brasil estampado de chita

Autores

  • Ivana Guilherme Simili Universidade Estadual de Maringá
  • Priscila Barbeiro Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.5216/vis.v14i2.39636

Resumo

No trabalho, a relação entre arte e cultura é examinada por intermédio da análise das apropriações da chita, um tecido que caracteriza a cultura brasileira na criação de visualidades de um livro destinado ao segmento infantil: “Uma festa de cores: Memórias de um tecido brasileiro”, de Anna Gobel e Ronaldo Fraga (2014). Da produção visual encontrada no livro, procuramos identificar como os elementos visuais comunicam aos seus leitores características de brasilidades, a partir da história e da apropriação do tecido na narrativa contada na obra.

Palavras-chave: Chita, cultura, imagem

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Biografia do Autor

Ivana Guilherme Simili, Universidade Estadual de Maringá

Fez a graduação, o mestrado e o doutorado em História, na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp-Assis. É professora associada da Universidade Estadual de Maringá. É professora do programa de pós-graduação em História (PPH- Uem), na linha de pesquisa Fronteiras, Populações e Bens Culturais. 

Priscila Barbeiro, Universidade Estadual de Maringá

Graduada em artes visuais pela Universidade Estadual de Maringá- Pr. Realizou pesquisas de iniciação científica na área de arte e cultura, com foco no ensino intercultural e na estética do cotidiano. 

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Publicado

2017-02-02

Como Citar

SIMILI, I. G.; BARBEIRO, P. Flores, cores e formas: o Brasil estampado de chita. Visualidades, Goiânia, v. 14, n. 2, 2017. DOI: 10.5216/vis.v14i2.39636. Disponível em: https://revistas.ufg.br/VISUAL/article/view/39636. Acesso em: 6 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos