The
present work had as objective to evaluate the effects of high grain
diets on
fecal parameters in 20 Nellore bovines at 28 months of age. The
experimental
design was completely randomized. Treatments were constituted of the
following
diets: total mixed ration + sugarcane bagasse DT + BIN (10% in
natura sugarcane bagasse, 54.52%
ground sorghum, 10.94% cottonseed, 18% soybean hull, 2.54% soybean
meal, and 4%
premix); whole corn grain MGI (75% whole corn grain, 10% soybean hull,
and 15%
premix) and total mixed ration DT (44.41% ground sorghum, 16.7%
cottonseed,
28.89% soybean meal, and 10% premix). For the assessment of feces pH
and fecal
starch, samples of feces were taken from the rectum of each animal on
the 54th,
55th, 56th and 57th days of the
experiment in
the morning. Fecal pH was determined after the addition of 100 mL of
distilled
water in 15 g of fresh feces by the introduction of the tip of the
electrode of
a microprocessed pH meter. The remaining sample was stored in ice for
later
freezing. Fresh feces of the animals were evaluated daily during the
whole
experimental length in three periods aiming at evaluating occurrences
of gut
disturbances. Percentage means of fecal starch, fecal dry matter, pH in
the
site of starch fermentation and starch intake were not influenced by
treatments
(P>0.05). NDF of feces and score of fecal consistency were
influenced by
treatments (P<0.05). The MGI diet (with lowest content of peNDF)
presented the
lowest score of feces and percentage of fecal NDF. However, the
percentage of
starch and fecal pH, fecal dry matter and starch intake were not
affected by
peNDF contents in the diets. Animals fed MGI had lower fecal NDF. The
concentration of fecal NDF was similar for the treatments DT + BIN and
DT. The
lower content of fecal NDF in the treatment MGI is due to lower intake
of NDF
and possibly because of better digestibility of this diet. Animals in
MGI
treatment presented feces with softer consistence (score 2.92). Feces
of the
animals in DT + BIN treatment were more consistent (score 3.12), and
the ones
from the animals DT + BIN treatment DT were even harder (score 3.2).
There was
positive correlation between fecal starch and intake efficiency and a
tendency
of positive correlation between fecal starch and GMD. Diets with high
concentrate proportion with the addition of 10% BIN in dry matter
produces a
higher frequency of consistent feces.
---------------------
KEYWORDS:
diet; feces; feedlot; starch.
INTRODUÇÃO
Dos
nutrientes existentes na dieta de bovinos
intensivamente alimentados, o amido é o maior componente e o que
fornece a
maior quantidade de energia digestível consumida pelo animal. Então, a
avaliação da perda de amido como resultado de problemas de manejo e
digestibilidade, causada pelas diversas formas de processamento de
grão, seria
uma medida de bom impacto para melhoria no desempenho de bovinos
confinados.
Métodos
de processamento para reduzir o tamanho da
partícula ou alterar a matriz proteica que cimenta grânulos de amido,
incrementariam a extensão da digestão no rúmen e no intestino delgado.
Dados de
desempenho de bovinos em crescimento alimentados com grãos de milho e
sorgo
processados indicaram que o amido usado foi 42% mais eficientemente, se
digerido de preferência no intestino delgado e não no rúmen (OWENS et
al.,
1986).
Por
conseguinte, é necessário predizer o fluxo e
desaparecimento do amido no intestino delgado no momento de formular
uma dieta.
Baseados em métodos atuais, meios adequados e confiáveis de avaliações
da
digestão no intestino delgado não estão disponíveis.
Sem a habilidade para precisamente descrever
e predizer a digestão do amido no intestino delgado não se consegue
otimizar a
eficiência digestiva do amido. Pode-se somente esperar um resultado,
evitando-se
a excreção fecal do amido, pelo processamento do grão e manejo
alimentar (LEDOUX
et al. (1985) demonstraram que o pH fecal e
ruminal não foram influenciados pelos níveis de feno. Ao contrário, o
desempenho dos animais e o pH das fezes não aumentaram à medida que o
nível de
feno subiu de 4 para 24% na dieta. Posto que o consumo se manteve
constante em
1,7% do peso corporal no ensaio de metabolismo, esse dado sugere que o
consumo
do amido de milho não foi suficientemente alto para diminuir o pH
fecal. Por
outro lado, RUSSELL et al. (1981) informaram uma alta correlação entre
o pH
fecal e o consumo de amido em novilhos alimentados com dietas de alto
concentrado.
TURGEON
et al. (1983) concluíram que a percentagem
de amido fecal e pH fecal não foram influenciados pelo tamanho da
partícula. O
amido fecal diminuiu linearmente conforme o nível da forragem aumentou
na
dieta. Uma relação negativa entre amido fecal e pH fecal (r = -0,42)
foi
observada. Entretanto, nem o amido fecal nem pH fecal foram altamente
correlacionados ao desempenho animal.HUNTINGTON et al., 2006).
LEE
et al. (1982) observaram que a correlação entre
pH e amido fecal foi de -0,86, -0,34, -0,31 e -0,54 para 56, 84, 112 e
140 dias
do período de alimentação, respectivamente, ocorrendo correlação
significativa
somente para 56 dias. O amido fecal tendeu a ser maior à medida que a
proporção
de MGI foi aumentada na dieta. Em geral, houve uma tendência para pH
fecal mais
alto ser associado com baixo conteúdo de amido fecal. Portanto, pH
fecal pode
ser um indicador útil de avaliação do amido geral em ruminantes alimentados com dietas de alto concentrado,
porém, não em todos os casos.
O
objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de
dietas de alta proporção de concentrado
sobre os indicadores fecais de bovino
Nelore macho em confinamento.
MATERIAL
E MÉTODOS
O experimento foi desenvolvido no Setor de
Bovinocultura da Fazenda Barreiro, situada no Município de Silvânia –
Goiás com
16º29'50,05” de altitude e 48º47'31,44”de longitude e altitude de 1000
m. O
município apresenta clima tropical com chuvas estacionais bem
distribuídas de
outubro a março. O trabalho foi realizado entre os dias 9 de dezembro
de 2007 e
27 de março de 2008. A temperatura média mensal durante o período
experimental
foi de 24,23ºC, com precipitação pluviométrica mensal média de 279,08
mm e
umidade relativa média do ar de 74,25%. As avaliações laboratoriais
foram
realizadas nos Laboratórios de Análises de Alimentos da Escola de
Veterinária e
Zootecnia da UFG.
Foram utilizados 20 animais
inteiros da raça Nelore com idade de 28 meses e peso vivo médio de
336,61 kg no
inicio do período experimental. Os animais foram sorteados
aleatoriamente nos
tratamentos e adaptados às instalações, ao manejo e ao consumo das
dietas
durante 21 dias. A adaptação dos animais às dietas experimentais, ração
mistura
total (TMR), foi por meio de regime alimentar restrito, com o
fornecimento de
1,3% da dieta em relação ao peso vivo na matéria natural, no primeiro
dia, e
partir daí procedeu-se o aumento de 10% na dieta diariamente até o
final da
adaptação. A duração total do experimento foi de 105 dias em regime de
confinamento,
com pesagens, após jejum de sólidos, a intervalos médios de 21 dias. O
delineamento aplicado foi o inteiramente ao acaso, com três
tratamentos: dieta
total + bagaço de cana in natura
(DT+BIN, n=7), milho grão inteiro (MGI, n=6) e dieta total (DT, n=7).
Os
animais foram distribuídos aleatoriamente em baias individuais (12 m²),
cimentadas (7 m²), parcialmente cobertas (7 m²) e providas de comedouro
e
bebedouro (torneira com bóia) de concreto. Antes do inicio do
experimento, os
animais foram identificados com brincos numerados, pesados, vacinados e
submetidos a controle de ecto- e endoparasitas.As dietas foram
compostas
de milho grão inteiro (MGI), sorgo moído (SM), caroço de algodão (CA),
farelo
de soja (FS), casca de soja (CS), bagaço in
natura de cana-de-açúcar (BIN) e núcleos específicos para cada
dieta, a fim
de atender às exigências mineral e proteica dos animais (Tabelas
1 e 2).
Os tratamentos foram constituídos por rações completas
e isoproteicas, calculadas para atenderem as exigências de bovinos de
corte
para um ganho médio de 1,40 kg/dia, conforme o NRC (1996), sendo
calculadas
pelo sistema (CNCPS de CORNELL, 2002) (Tabela 3).
A composição bromatológica das dietas experimentais
está descrita na Tabela 4. A virginiamicina (10%
da Phibro Animal Health®) foi
misturada à parte na ração, na dosagem de 150 mg/ cab/ dia.
O consumo voluntário das dietas e dos nutrientes foi determinado
mediante diferenças entre o oferecido e as sobras.
As dietas, depois de pesadas, foram distribuídas na
forma de dieta mistura total em duas refeições diárias, às 8h e 17h,
permitindo-se sobras de aproximadamente 5% do ofertado. As amostras das
dietas
oferecidas e das sobras, após pesagem de controle diário foram
coletadas duas
vezes por semana, para análise laboratorial. O teor de MS das dietas
foi
analisado semanalmente e as rações experimentais ajustadas em função
dos
resultados. As pesagens dos animais foram realizadas no início do
período de
adaptação, no início do período experimental e a cada 21 dias, sempre
em jejum
hídrico e alimentar de 14 horas.
A
avaliação do tamanho das partículas foi realizada pelo separador de
partícula
do Estado da Pensilvânia (PSPS). Para determinar o tamanho médio de
partículas
das amostras das dietas oferecidas aos animais e das sobras coletadas
uma vez
em cada período experimental, utilizou-se um conjunto de três peneiras
com
orifícios de 19 mm, 8 mm e 1,18 mm e um fundo de caixa fechado. A caixa
com a
amostra foi agitada 1,1 Hz (1,1 ciclo por segundo) no total de 66
ciclos por
minuto a uma distância de 17 cm. Realizada sistematicamente sempre pelo
mesmo
operador, a amostra foi segregada em quatro estratos de diferentes
tamanhos:
acima de 19 mm, entre 19 e 8 mm, entre 8 e 1,18 mm e inferiores a 1,18
mm. O
cálculo da porcentagem de partículas retidas em cada peneira foi
realizado de
forma direta, considerando o somatório dos pesos da fração retida em
cada
peneira, descontando-se a tara da peneira. O cálculo ponderal do
tamanho médio
das partículas foi dado pelo tamanho médio das partículas retidas em
cada
peneira e o percentual de retenção em relação ao peso total da amostra
estratificada conforme (KONONOFF,
2003). Os cálculos da FDNfe foram obtidos de acordo com MERTENS (1997).
Para
determinação do pH das fezes e do amido fecal, amostras fecais foram
coletadas
do reto de cada bovino no período da manhã, entre os horários das 9:30
às 12:00
horas, nos dias 54, 55, 56 e 57 do experimento. O pH fecal foi
determinado após
adição de 100 mL de água destilada deionizada em 15 g de fezes frescas
úmidas
com a introdução da ponta do eletrodo de um peagâmetro microprocessado.
O
restante da amostra foi colocado em gelo, para depois ser congelado
(TURGEON,
1983).
Antes
das análises, as amostras fecais foram descongeladas e feitas amostras
compostas dos quatro dias de coleta para cada animal as quais, em
seguida, foram
secas em estufa com circulação de ar forçada a 65ºC (MS) e moídas em
moinho do
tipo Willey com peneira de 1 mm.
Com
o intuito de avaliar as ocorrências de distúrbios gastrintestinais, as
fezes
frescas dos animais nas baias experimentais, foram avaliadas
diariamente durante
todo o experimento em três períodos consecutivos (janeiro, fevereiro e
março)
subjetivamente por uma pessoa treinada considerando-se quatro escores
visuais.
A medida de consistência fecal foi determinada por escore visual,
sendo: 1 =
líquida: consistência líquida com som de respingo no contato com a água
e que se
espalha facilmente com o impacto no solo; 2 = mole: fezes soltas;
respinga
moderadamente e difusamente no impacto com o solo fazendo o som de
respingo de
um objeto em contato com a água; 3 = firme: mais não dura, amontoada,
porém,
pastosa e ligeiramente dispersa e assentada no impacto com o solo; 4 =
dura:
aparência dura, forma original não alterada e assentada no impacto com
o solo
(IRELANPPERRY & STALLINGS 1993).
Avaliação
químico-bromatológica da matéria seca (MS), matéria orgânica (MO),
proteína
bruta (PB), amido, extrato etéreo (EE) e mineral das dietas fornecidas,
sobras
e fezes foi realizada no laboratório de análises bromatológicas do
Departamento
de Produção Animal da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG.
As
amostras
foram pré-secas em estufa de ventilação forçada a 65ºC e a MS
determinada em
estufa a 105ºC. As determinações da PB (método de Kjeldhal), EE e
minerais das
rações (oferecidas e sobras) e fezes foram efetuadas de acordo com
A.O.A.C.
(1990). A fibra em detergente neutro (FDN) e a fibra em detergente
ácido (FDA)
foram calculadas pelo método sequencial de (ROBERTSON & VAN SOEST,
1981).A
determinação do amido das rações (oferecidas e sobras) e fezes foi
efetuada pelo
método enzimático segundo metodologia descrita por (CAMPOS et al.,
2004).
O modelo
estatístico adotado foi: Yijk = m + Ti + Eijk,
em que: Yijk = valor
observado para a característica analisada; m = média geral; Ti
=
efeito da dieta completa de alta proporção de concentrado i; e Eijk
= erro aleatório comum a todas as observações.
Os
resultados foram analisados usando o procedimento PROC GLM do SAS
(2000),
aplicando-se o teste de Tukey a 5% de probabilidade, para comparação
das
médias. Foi utilizada a raiz quadrada para estabilizar os dados de
variância
para os parâmetros de consistência de fezes, firme, dura mole e
líquida. Para a
análise do escore de fezes foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis. Os
resultados foram submetidos à análise de correlação de Pearson
pelo procedimento CORR.
RESULTADOS
E DISCUSSÃO
Os
valores médios em percentagem do amido fecal,
matéria seca fecal, medida de pH para o local de fermentação do amido,
consumo de
amido/kg, ganho médio diário e a eficiência alimentar não foram
influenciados
(P>0,05) pelos tratamentos Tabela
5).
O
escore de consistência fecal e a FDN das fezes foram influenciados
(P<0,05)
pelos tratamentos.
De
acordo com TURGEON et al. (1983), o amido fecal
diminuiu linearmente conforme o aumento do nível da forragem na dieta.
Segundo
os autores, o decréscimo no consumo observado com o acréscimo do nível
de
forragem explica de certa forma, a queda do amido fecal. No presente
trabalho não
houve redução do amido fecal com o aumento da forragem na ração. A
explicação
dada pelo autor para a queda do amido fecal, em função da diminuição do
consumo
da MS da dieta, não corrobora os achados deste trabalho, já que nesta
pesquisa
houve aumento de consumo com o acréscimo de forragem na ração e não
houve
diferença na percentagem de amido fecal entre os tratamentos.
LEE
et al. (1982) observaram em novilhos Hereford confinados em 112 dias
que a
percentagem de amido fecal foi maior à medida que a proporção de MGI
aumentou
na dieta em relação ao milho floculado a vapor. Em geral, houve uma
tendência
do pH fecal mais alto ser associado com baixo conteúdo de amido fecal.
Portanto, pH fecal pode ser um indicador útil de avaliação do amido
geral em
ruminantes alimentados com dietas de alta proporção de concentrado,
porém, não
em todas as situações, já que GALYEAN et al. (1979)observaram,
em dietas com diferentes tamanhos de partículas de milho, que o pH
fecal não
foi relacionado ao conteúdo de amido fecal.RUSSEL
et al. (1980) relataram uma baixa correlação (r = -0,35) entre pH fecal
e a
concentração de amido fecal em dietas com alta adição de MGI (88,5%)
com a
inclusão de 0,9% de bicarbonato de sódio, 1,8% de calcário e a
combinação dos
dois.
WHEELER
& NOLLER (1977) concluíram que medidas de pH feitas em amostras de
fezes
são um excelente indicador do pH no intestino delgado. Baixo pH fecal
está
associado com grandes quantidades de amido nas fezes de bovinos
alimentado com
alta ração concentrada. Na mesma linha, DEGREGÓRIO et al. (1982)
afirmaram que
o pH é o mais simples indicador da quantidade de amido fermentado no
intestino
grosso, pois reflete o grau de acidez resultante dessa fermentação.
Os
níveis de amido na ração refletem o padrão da
dieta e a forma de processamento do grão. CAETANO (2008) evidenciou
teores de
amido fecal para o milho de 8,6% e MS fecal de 19,5% e amido fecal para
o sorgo
de 13,2% e MS fecal de 22,7% e medidas de pH fecal para o milho de 6,56
e para o sorgo de 6,07. Neste trabalho, os
resultados de amido fecal (% MS) foram superiores em 81,82% (amido
fecal do
sorgo), 230,93% (amido fecal do milho) e 71,89% (amido fecal do sorgo)
para os
tratamentos DT+BIN, MGI e DT. O autor observou para MS fecal do sorgo
valor de
22,7%, o que está próximo do obtido neste trabalho para os tratamentos
DT+BIN e
DT. No entanto, o valor da MS fecal do milho está abaixo 27,23%
comparado ao
tratamento MGI (Tabela
5).
As
medidas de pH fecais reveladas neste estudo foram mais altas 14,66%
para o
tratamento DT+BIN, 11,04% para o tratamento DT e 8,99% para o
tratamento MGI,
do que os valores encontrados por (CAETANO, 2008). Provavelmente, as
medidas
mais elevadas do pH tenham ocorrido em função dos menores consumos de
MS dos
tratamentos. Esse fato está de acordo com LEDOUX et al. (1985) que
afirmaram
que, em consumo de MS de 1,7% do peso corporal, a ingestão do amido de
milho
não é alta o bastante para diminuir o pH fecal.
Possivelmente,
maiores níveis de amido obtidos nas
fezes dos
bovinos dos tratamentos, comparados ao trabalho de CAETANO (2008),
estejam
relacionados com a maior ingestão de amido. De GREGÓRIO et al. (1982)
relataram
que o não processamento do milho e a
menor
utilização do amido no trato gastrintestinal alcança maior teor de
amido nas
fezes. Além do mais, pode ser devido ao
horário de coleta das fezes dos animais, que foi realizado no período
da manhã.
CAETANO (2008) constatou que há uma relação significativa entre o teor
de amido
fecal e o tempo após o trato dos animais. A variação do amido em função
do
tempo pode ser explicada com base no comportamento ingestivo dos
animais e no
manejo dos confinamentos, pois o autor demonstrou que o teor de amido
fecal
apresentou um comportamento, no tempo, descrito por uma curva
polinomial. Essa
curva demonstra maiores teores de amido nas fezes durante as primeiras
horas
após o fornecimento da dieta. Com o decorrer do tempo há uma queda no
teor de
amido, que dura cerca de 10 a 12 horas.
CAETANO
(2008) observou também que o valor do amido fecal para o período da
manhã foi
de 7,5% da MS, enquanto o valor obtido para
o
período da tarde foi de 3,5%. Logo, a diferença de 100% entre os teores
da
manhã e da tarde deve ser considerada como limitante na utilização
desse
indicador sem a padronização da coleta.
Assim,
horário de coleta e maior quantidade de grão, e ainda, no caso do
tratamento
MGI, o não processamento do milho (Tabela 3) da dieta, obviamente podem
disponibilizar maior teor de amido nas fezes. É importante enfatizar
que
CAETANO (2008) trabalhou com níveis mais baixos de amido, consistindo
em 26,54%
de grão de milho em rações com 81% de concentrado.
NUNES
(2008) observou consumo de amido em rações com 73% de concentrados (52%
milho
grão seco e 31,57% de amido) de 2,44 kg/dia e 91% de concentrado
(70,25% milho
grão seco e 48,40% de amido) de 4,32 kg/dia. Para o amido fecal
encontrou
teores de 13,9 e 19,27% e para medidas de pH fecal 6,02 e 5,97,
respectivamente. Relativamente ao consumo de amido (CAM), o teor de
amido fecal
(TAF) e pH fecal (pHF) da ração com 91% de concentrado obtido pelo
autor foi 30,12% maior para CAM,
47,69% menor
para TAF e 19,77% menor para pHF, quando confrontados com a ração MGI
com 75%
grão de milho inteiro e 54,62% de amido. Assim, esse autor verificou
que os
animais do tratamento com 91% de concentrado apresentaram mais amido
nas fezes,
em função do menor aproveitamento de energia digestível em relação ao
tratamento com 73% de concentrado, justificando que isto aconteceu em
razão da
utilização de bovinos Nelore no experimento. Neste trabalho alguns
animais do
tratamento MGI (Figura 1) apresentaram fezes com consistência líquida,
denotando problemas de fermentação com sintomas de acidose.
Nesse
contexto, NUNES (2008) observou que existe diferença quanto ao teor de
amido
nas fezes de animais de diferentes grupos genéticos, indicando que
bovinos
Nelore perdem 28% mais amido nas fezes que animal cruzado, o que
confere a
natureza dos animais.
PUTRINO
et al. (2006) ressaltaram maiores consumos de MS para Nelore em dietas
com
64,10% de NDT, enquanto, que Brangus apresentaram consumo máximo de MS
com
67,05% de NDT na dieta. Nesse sentido, a argumentação de CAETANO (2008)
de que
bovino Nelore aproveita menos energia digestível pode ser uma
justificativa
plausível para o presente estudo, já que as dietas dos tratamentos
DT+BIN, MG e
DT apresentam NDT de 74,68% e 81,21% e 80,21, valores bem acima dos
observados
por PUTRINO et al. (2006). <
DEPENBUSCH
et al. (2008) verificaram, em 251 amostras fecais de novilhos
suplementados com
dietas (81% milho laminado seco), valores médios de amido fecal de 23%,
com uma
variação mínima de 1,2% até um máximo de 59,6%, com desvio padrão de
mais de
11%. ZINN et al. (2007) compilaram dados de concentração de amido de 32
estudos
de metabolismo e mostraram valores médios de amido fecal de 5,9% com
uma ampla
variação de 0 a 44%. Portanto, os teores médios de amidos fecais
observados
neste trabalho são consistentes, uma vez que esses autores, também
trabalharam
com dietas com 90% de concentrados e os valores aqui obtidos estão
próximos aos desses autores.
GOROCICA-BUENFIL & LOERCH (2005)
enfatizaram o aumento de 45% na concentração de amido fecal em bovinos
com alimentação
de milho integral comparado ao milho triturado. O que não foi
constatado neste
trabalho, apesar de o amido das dietas dos tratamentos ter advindo de
fontes
distintas de grãos (Tabela 3) e de
diferentes
formas de processamento. IRELANPPERRY
& STALLINGS (1993) concluíram que vacas leiteiras
alimentadas com
dietas de pouca forragem têm pH fecal menor, amido fecal mais alto e
menor
escore de consistência de fezes. Desse modo, vacas que consomem dietas
com
baixa proporção de forragem exibem maior consumo de matéria seca, que
pode
resultar em uma taxa de passagem mais rápida, originando com isto o
aumento na
perda de amido pelo rúmen. Contudo, o amido que não é digerido no
intestino
delgado ou fermentado no intestino grosso passa para as fezes. Por
outro lado,
vacas que ingerem dietas de alta proporção de forragem apresentam baixo
consumo
de amido e taxa de passagem mais lenta ocasionando à dieta maior
digestibilidade e redução na perda de amido no trato gastrointestinal
mais
baixo e nas fezes. Como resultado, a fermentação no trato mais baixo
pode ser
diminuída, resultando em maior pH fecal. Assim, das variáveis citadas
anteriormente, a característica de escore de consistência de fezes,
menor para
o tratamento MGI, está de acordo com o autor.
A
avaliação das fezes de bovinos pode fornecer valiosa informação
relativa ao
local e extensão da digestão e fermentação de alimentos consumidos.
Normalmente, a maioria do alimento ingerido pelo bovino é degradada no
rúmen e
a maior parte dos nutrientes absorvidos ocorre no rúmen ou intestino
delgado.
Quando o alimento não é oportunamente fermentado no rúmen, alguns
nutrientes
não degradados podem alcançar o intestino delgado e ser absorvidos,
porém, se a
quantidade é também excessiva, a taxa de passagem é rápida e nutrientes
podem
escapar da digestão e absorção no intestino delgado. Quando ração
rigorosamente
carente em fibra ou também alta em carboidrato não estrutural (CNE) é
fornecida
para os bovinos, a fermentação no intestino grosso pode ser abrangente,
resultando em efeitos negativos na saúde e produção de bovinos
(KONONOFF et
al., 2002).
A
consistência das fezes em bovinos depende amplamente do conteúdo de
água e é
uma função do teor de umidade e quantidade de tempo que o alimento
permanece no
trato digestivo do animal. O material fecal normal tem uma consistência
semelhante a um mingau e forma uma cúpula abobodada amontoada com 25,4
a 50,8
mm de altura (KONONOFF et al., 2002).
O
menor teor de MS fecal do tratamento MGI deste ensaio em relação ao
observado por CAETANO
(2008), demonstrado pelo escore de
consistência das fezes (Tabela
5), presumivelmente, é causado pelo
baixo teor de FDNfe (Tabela
4) da dieta MGI, menores consumos de FDNfe e de FDN ( IRELANPPERRY
& STALLINGS, 1993)
A
dieta
MGI com menor teor de FDNfe apresentou menor escore de consistência de
fezes e
menor percentagem de FDN fecal. Porém, a percentagem de amido e pH
fecal, MS
fecal e o consumo do amido não foram afetados pelo teor de FDNfe nas
rações. Os
dados apresentados (Tabela
5) corroboram em
parte os achados de IRELANPPERRY &
STALLINGS (1993), que verificaram FDN fecal menor e escore fecal
maior em vacas consumindo dieta de baixa
proporção de forragem. Por outro lado, ao contrário dos resultados
desses
autores, dietas totalmente concentradas e de baixa proporção de
forragem não
influenciaram na percentagem de amido fecal, MS fecal, pH fecal e
consumo do
amido.
A
concentração de FDN fecal foi igual para os tratamentos DT+BIN e DT. O
menor
teor de FDN fecal no tratamento MGI é proporcionado pelo menor consumo
de FDN dos
animais e, possivelmente, pela maior digestibilidade dessa dieta.
Os
animais do tratamento MGI apresentaram fezes com consistência mais
mole, com o
valor de escore de 2,92 (Tabela
5). As fezes
dos bovinos do tratamento DT+BIN foram de consistência mais firme com
valor de
escore de 3,12, considerada normal, e a dos animais do tratamento DT
foram de
consistência mais dura com valor de escore de 3,20.
IRELANPPERRY & STALLINGS (1993)
salientaram que vacas que consomem dietas de baixa proporção de
forragem
apresentam fezes que, visualmente, parecem ser de consistência mais
líquida.
Assim, de acordo com esse autor, vacas que ingerem dieta de alta
forragem, porém
ingerem mais fibra e menos MS, excretam fezes que recebem escore de
consistência visual mais alta (dura).
A consistência amolecida para as fezes no
tratamento MGI (Figura 1), possivelmente, aconteceu em função do menor
teor de
fibra e a maior concentração de amido na dieta (Tabela
4).
Os tratamentos DT+BIN e DT embora tenham
apresentado níveis de FDNfe próximos, apresentaram consistência das
fezes
diferentes. Provavelmente, a consistência das fezes mais dura para o
tratamento
DT ocorreu por causa da distribuição e diferenças no tamanho de
partícula,
conforme relatado por HEINRICHS & KONONOFF (2002), e fonte de
fibra, que
propiciam uma maior seleção de alimentos pelos animais. Em acréscimo,
esse
tratamento contém subprodutos de fontes de fibra de não forragem (FFNF)
com
menores tamanhos de partículas, que reduzem a motilidade ruminal,
conforme
reportado por FURLAN et al. (2006), e atuam com menor efetividade do
que a forragem
(ARMENTANO & PEREIRA, 1999), que, somada à menor ingestão da dieta
por
esses animais, reflete na formação de fezes mais duras em função da
menor taxa
de passagem.
A consistência firme das fezes para o
tratamento DT+BIN pode ter ocorrido em função do maior teor de fibra em
relação
ao tratamento MGI e o uso de fonte de forragem que promove uma melhor
efetividade da fibra, promovendo uma taxa de passagem mais lenta.
Observam-se
na Tabela 6 as correlações dos
teores de amido
nas fezes com pH fecal, ganho médio diário e eficiência alimentar.
Não houve
correlação entre o pH fecal (P>0,01) com o teor de amido nas fezes.
Portanto, o presente resultado está em desacordo com WHEELER &
NOLLER (1977),
TURGEON et al. (1983) LEDOUX et al.
(1985),< IRELANPPERRY & STALLINGS
(1993), MARUTA
& ORTOLANY, (2002), CHANNON et
al. (2004),
CAETANO (2008), NUNES (2008)
e DEPENBUSCH et al. (2008), pois esses
autores observaram relação negativa entre o pH fecal e o amido nas
fezes de
bovinos.
CHANNON et
al. (2004) demonstraram correlação entre as variáveis de amido fecal e
ganho
médio diário. Anteriormente, LEDOUX
et al. (1985) obtiveram correlação positiva baixa entre a
percentagem de
amido nas fezes e ganho médio diário. TURGEON
et al. (1983), CAETANO (2008) e NUNES (2008) não observaram correlações entre
amido fecal
e ganho de peso. No
presente estudo não foi constatada correlação
entre as variáveis de amido fecal e o ganho médio diário (P=0,10).
Todavia
evidenciou-se a existência de correlação
entre amido fecal e
eficiência
alimentar (Tabela
6), o
que sugere que o consumo do amido pode estar relacionado ao desempenho
do
animal. STELLA (2010) constatou que não houve correlação entre amido
fecal e
eficiência alimentar. O autor concluiu que, em dieta com teor de amido
relativamente baixo, os parâmetros fecais não foram indicativos de a
eficiência
alimentar.
As
estimativas de correlação entre características de ganho médio diário
(GMD),
consumo de matéria seca (CMS), consumo de amido (CAM), consumo de fibra
detergente neutro (CFDN), consumo de fibra detergente ácido (CFDA),
percentagem
de fibra detergente neutro fecal (FDNfe) com consistência de fezes
dura,
pastosa, mole e líquida encontram-se na Tabela
7.
Das
características estudadas, apenas a percentagem de FDN fecal com fezes
mole não
alcançou diferença significativa. O CMS, CAM, CFDN e CFDA obtiveram
estimativa
de correlação positiva com fezes de consistência firme. O GMD, CMS,
CAM, CFDN e
CFDA apresentaram estimativa de correlação negativa com fezes de
consistência
dura. A FDN fecal obteve estimativa de correlação negativa com fezes de
consistência líquida.
O
consumo de matéria seca foi positivamente
correlacionado (r = 0,68) com a consistência de FF e negativamente (r =
-0,68)
com a FD, indicando que subprodutos de
fontes de fibra de não forragem (FFNF), com menores tamanhos de
partículas,
reduzem a motilidade ruminal (FURLAN et al., 2006) e atua com menor
efetividade
do que a forragem, proporcionando menor ingestão de alimentos e
refletindo na
formação de fezes mais dura em função da menor taxa de passagem
(ARMENTANO
& PEREIRA, 1999).
O
consumo de amido foi correlacionado positivamente com a consistência de
FF (r =
0,54) e negativamente (r = -0,81) com a FD, evidenciando que o maior
consumo de
amido favorece uma taxa de passagem mais rápida promovendo um menor
escore de
consistência de fezes. Os consumos de FDN (r = 0,69) e FDA (r = 0,71)
correlacionaram-se positivamente com a consistência de FF. Os consumos
de FDN
(r = -0,58) e FDA (r = -0,52) correlacionaram-se negativamente com a
consistência de FD. Essas ocorrências demonstram que menor ingestão de
fibra
pode resultar em fezes de consistência de escore mais baixo. A FDN
fecal (FDNF)
foi negativamente correlacionada (r = -55) com as fezes de consistência
líquida,
sustentando que a observação visual da perda da consistência fecal pode
ser em
função da ocorrência de mais amido e menos fibra nas fezes.
CONCLUSÕES
Dieta de alta proporção de
concentrado com adição de 10% de bagaço
in natura de cana-de-açúcar na
matéria seca proporciona maior frequência de fezes com escore de
consistência
firme.
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2009. Aceito em:28 fev. 2012