DOI: 10.1590/1809-6891v15i219775

 

 

 

 

 

 

 

BIOMETRIA DO BULBO OCULAR DE BOVINOS DA RAÇA NELORE

 

Lanna Beatriz Neves Silva Corrêa1, Leny Pereira Santa´Anna Junior2, Paulo de Souza Junior3

 

1Mestranda, Curso de pós-graduação em Clínica e Reprodução Animal da Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil.

2Professor Mestre da Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

3Professor Mestre da Universidade Federal do Pampa, Uruguaiana, RS, Brasil. paulosouzajr@terra.com.br

 

RESUMO

Objetivou-se realizar a biometria de componentes do bulbo do olho de bovinos adultos da raça Nelore. Para tal, analisaram-se 121 bulbos oculares de animais abatidos com idade entre dois a três anos em um estabelecimento no município de Itaperuna- RJ, Brasil. Vinte medições macroscópicas foram feitas nos bulbos oculares e suas estruturas. Os bulbos apresentaram eixo óptico medindo 33,27 ± 1,55 mm, diâmetro equatorial de 38,07 ± 1,70 mm e volume estimado de 24,07 ± 3,51 mL. Houve correlação moderadamente positiva (r = 0,723, p < 0,0001) entre o eixo óptico e o diâmetro do bulbo ocular na raça. A córnea de bovinos da raça Nelore demonstrou eixos vertical e horizontal comparativamente menores do que a das raças europeias citadas na literatura, porém a proporção entre a altura e a largura da córnea se manteve semelhante. A lente também apresentou dimensões menores em comparação a outras raças. Este estudo fornece dados úteis para futuras investigações clínicas das anormalidades oculares na raça Nelore bem como para pesquisas em anatomia comparada.
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PALAVRAS-CHAVE: anatomia veterinária, biometria ocular, gado Nelore.

 

BIOMETRIC EVALUATION OF NELLORE CATTLE EYES

 

ABSTRACT

A biometric analysis of the eye globe and its components from Nellore cattle was carried out in 121 normal eye globes obtained from slaughtered animals aged two to three years at the city of Itaperuna-RJ, Brazil. Twenty macroscopic measurements were made ​​in each globe and its structures. The globes showed optical axis averaging 33.27 ± 1.55 mm, equatorial diameter of 38.07 ± 1.70 mm and an estimated volume of 24.07 ± 3.51 mL. There was a moderate positive correlation (r = 0.723, p <0.0001) between the optical axis and the equatorial diameter of the eye globe in this breed. The cornea of Nellore animals showed vertical and horizontal axes comparatively smaller than European breeds described in literature, but the proportion between the height and width of the cornea remained similar. The lens also presented smaller dimensions compared to European animals. This study provides useful data for future clinical investigations of ocular abnormalities in Nellore cattle as well as for research in comparative anatomy.
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KEYWORDS: Nellore cattle, ocular biometry, veterinary anatomy.


 

 INTRODUÇÃO

 

A anatomia do bulbo do olho é pouco documentada em ruminantes e a literatura aponta algumas diferenças raciais importantes nas medições de estruturas do bulbo ocular1,2. Além disso, doenças oculares em animais de produção, como a queratoconjuntivite infecciosa bovina, são economicamente importantes e a incidência de lesões oftálmicas em levantamentos feitos em abatedouros varia desde 14,6% a 100%, dependendo da idade e da produtividade dos animais examinados3.

A biometria do bulbo ocular é útil na investigação científica e para subsidiar a avaliação clínica de certas condições como phthisis bulbi, microftalmia, pseudoexoftalmia, ectasia escleral e glaucoma congênito2,3,4,5, além de ser de suma importância para o planejamento de procedimentos cirúrgicos como a queratectomia e a queratoplastia em animais5. As medições nos bulbos oculares por ultrassonografia em bovinos vivos foi semelhante às realizadas em estudos in vitro3, o que sugere que estudos de biometria ocular possam ter aplicação em exames complementares. Ainda que bulbos oculares de bovinos adquiridos em abatedouros sejam bastante usados como modelos em experimentos de toxicologia, treinamentos de procedimentos cirúrgicos e em aulas práticas de anatomia, zoologia, fisiologia e bioquímica, poucos estudos são publicados com dados quantitativos sobre o tamanho do bulbo do olho e de seus componentes1.

O objetivo deste estudo foi realizar uma análise biométrica de componentes do bulbo ocular de bovinos adultos da raça Nelore.

 

MATERIAL E MÉTODOS

 

Um total de 121 bulbos oculares de bovinos da raça Nelore abatidos no município de Itaperuna - RJ, com idade entre dois a três anos, machos ou fêmeas, foram usados neste estudo. Apenas bulbos julgados macroscopicamente como hígidos foram incluídos. Os olhos foram delicadamente removidos da órbita logo após o abate. Posteriormente, os músculos extraoculares foram removidos próximos às suas inserções na esclera. Finalmente, o nervo óptico foi submetido à transecção a cerca de 2 cm de sua emergência do bulbo e, em seguida, os olhos foram imersos em um recipiente com água e gelo para então serem crioconservados em temperatura entre -20 a -30C e armazenados até a realização das medições. Uma hora após o descongelamento, as seguintes medidas foram feitas em milímetros por examinador único nos bulbos oculares e em suas estruturas com auxílio de um paquímetro de precisão digital (capacidade 0-150 mm, resolução 0,01mm, exatidão ± 0,02mm, ZAAS Precision, Amatools®):

·         EOBO (eixo óptico do bulbo ocular): distância entre os extremos dos polos anterior e posterior;

·         DEBO (diâmetro equatorial do bulbo ocular): distância entre os polos dorsal e ventral do bulbo, perpendicular ao EOGO e equidistante entre os polos anterior e posterior;

·         VBO (volume aproximado do bulbo ocular): medido em mL após imersão do bulbo em proveta calibrada com intervalos de leitura de 5mL;

·         DLMNO (diâmetro látero-medial do nervo óptico);

·         DDVNO (diâmetro dorso-ventral do nervo óptico);

·         PDNO (distância entre o polo dorsal e o ponto de emergência do nervo óptico no bulbo);

·         PVNO (distância entre o polo ventral e o ponto de emergência do nervo óptico no bulbo).

A segunda etapa das medições foi realizada após a remoção da córnea por meio de uma incisão com lâmina de bisturi no. 15 contornando cuidadosamente o limbo. Na córnea foram efetuadas as seguintes mensurações:

·         EHCO (eixo horizontal da córnea): distância entre as bordas lateral e medial da córnea;

·         EVCO (eixo vertical da córnea): distância entre as bordas dorsal e ventral da córnea;

·         BDBMCO: distância entre as bordas dorsal e medial da córnea;

·         BDBLCO: distância entre as bordas dorsal e lateral da córnea;

·         BVBMCO: distância entra as bordas ventral e medial da córnea;

·         BVBLCO: distância entre as bordas ventral e lateral da córnea;

·         EBDCO: espessura ântero-posterior na borda dorsal da córnea;

·         EBVCO: espessura ântero-posterior na borda ventral da córnea;

·         EBLCO: espessura ântero-posterior na borda lateral da córnea;

·         EBMCO: espessura ântero-posterior na borda medial da córnea;

·         ECCO: espessura ântero-posterior no centro da córnea.

Na terceira etapa, foi avaliado o cristalino após sua remoção cuidadosa da túnica média do bulbo com as seguintes medidas:

·         EHL (eixo horizontal da lente): distância látero-medial da lente;

·         EL (eixo da lente): distância ântero-posterior da lente.

Os valores das medições foram analisados estatisticamente pelo software BioEstat 5.3®. Foram calculadas as médias, desvios-padrão, medianas, variâncias e coeficientes de variação para os valores de cada distância medida. Também foi realizado o teste de correlação linear de Pearson entre os valores das diferentes distâncias medidas para verificar o grau de correlação entre as mesmas e o teste t para avaliar a existência de semelhança entre os diâmetros dorsoventrais e látero-mediais do nervo óptico e também entre as espessuras nas bordas da córnea. Os termos utilizados para a descrição estão de acordo com a Nomina Anatômica Veterinária6. Mediante avaliação dos princípios éticos e legais da metodologia empregada, o CEUA/UNIPAMPA dispensou que o presente trabalho fosse submetido à autorização para ser realizado.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

A Tabela 1 resume os resultados das medições em mm realizadas nos 121 bulbos oculares de bovinos da raça Nelore.

Uma correlação considerada moderadamente positiva (0,5 > r > 0,8; p < 0,0001) foi observada entre as seguintes medidas: EOBO e DEBO (r = 0,723); EOBO e PDNO (r = 0,527); EOBO e EHCO (r = 0,526); DEBO e PDNO (r = 0,603); DEBO e EHCO (r = 0,627); DLMNO e DDVNO (r = 0,565); EHCO e EVCO (r = 0,530); EHCO e BDBMCO (r = 0,519); EVCO e BVBMCO (r = 0,539); BDBMCO e BVBMCO (r = 0,691); EBDCO e EBMCO (r = 0,608); EBVCO e EBMCO (r = 0,509); EBLCO e EBMCO (r = 0,510).

Após análise pelo teste t, não houve diferença estatisticamente significativa (p > 0,05) entre EBDCO e EBVCO (p = 0,1762), entre EBLCO e EBMCO (p = 0,5850) e praticamente também não houve entre PDNO e PVNO (p = 0,048).

O eixo óptico do bulbo ocular (EOBO) no gado Nelore utilizado neste estudo se mostrou semelhante ao descrito para outras raças de bovinos. O EOBO foi de 33,27 ± 1,55 mm, sendo que um trabalho relatou 34,6 ± 0,9 mm para a raça Holandesa e 32,7 ± 1,9 mm para a raça Jersey3. Autores determinaram EOBO de 33,2 ± 0,12 mm na raça Angus1, 34,37 mm para a espécie bovina7 e 33,4 ± 2,4 mm para a espécie bubalina5. Não foram encontrados dados do diâmetro equatorial nem do volume do bulbo ocular de bovinos, possivelmente porque a maioria dos estudos com biometria do bulbo enfatiza a medição de distâncias que fossem aplicáveis ao exame ultrassonográfico. O fato de o EOBO ter sido menor que o DEBO confirma a observação de que, apesar de quase esférico, o bulbo ocular de bovinos apresenta um certo grau de estreitamento ântero-posterior8. Além disso, a maior correlação linear positiva encontrada na nossa amostragem ocorreu entre o EOBO e o DEBO (r = 0,723; p < 0,0001), como pode ser representado no Gráfico 1, indicando que o aumento de uma dessas medidas é acompanhado pelo aumento da outra.

O ponto de emergência do nervo óptico no bulbo ocular de bovinos Nelore foi em média a 14,86 ± 2,19 mm de distância do polo ventral e a 29,37± 2,08 mm do polo dorsal, ou seja, o nervo penetra no quadrante látero-ventral da face posterior do bulbo, o que coincide com uma descrição prévia9 que ainda afirma que o diâmetro do nervo óptico é de aproximadamente 5 mm em uma direção médio-lateral e 3 mm em uma direção dorsoventral. Na amostragem usada, não ficou nítido que o nervo óptico seja tão mais estreito dorso-ventralmente, pois os diâmetros foram próximos: 5,79 ± 1,05 mm látero-medialmente e 5,36 ± 1,24 mm dorso-ventralmente (p-valor = 0,048).

Trabalhos mostram que a córnea de bovinos é a mais espessa se comparada com a de bubalinos, asininos, camelídeos, ovinos, caprinos, suínos e cães4. A córnea da raça Nelore se mostrou mais espessa no seu centro (1,28 ± 0,32 mm) e mais delgada em suas regiões periféricas (0,81 ± 0,18 mm na borda dorsal, 0,78 ± 0,19 mm na borda ventral, 0,71 ± 0,16 mm na borda lateral e 0,72 ± 0,15 mm na borda medial) caracterizando uma espessura aproximadamente 42% menor nas periferias. Relatos anteriores afirmaram que  a córnea de bovinos é mais espessa no centro, porém apontaram uma diferença de apenas 20%9. A córnea do gado Nelore foi mais espessa na região central que a do gado Holandês e Hereford (0,99 ± 0,11 mm)1, que a da raça Angus (1,10 ± 0,22 mm)2 e que o determinado para a espécie bovina (0,75 - 0,85 mm)7. No entanto, mostrou-se mais delgada que no gado Holandês (2,0 ± 0,2 mm) e Jersey (1,7 ± 0,2 mm)3 e que nos bubalinos (1,67 ± 0,3 mm)5. Essa variação na espessura central da córnea, inclusive dentro da mesma raça (Holandesa) por autores diferentes, pode ser atribuída à metodologia de avaliação, instrumental de medição utilizado bem como a níveis individuais de higidez da córnea imperceptíveis macroscopicamente, visto que a incidência de lesões oculares em bovinos de abatedouros pode variar muito de acordo com a idade e produtividade dos animais3.

Uma forte correlação linear positiva (r = 0,917, p < 0,001) entre a espessura central e o diâmetro horizontal da córnea foi relatada nas raças Holandesa e Hereford1, porém o mesmo não foi constatado na raça Nelore (r = 0,244, p = 0,0069), possivelmente devido a fatores raciais ou a diferenças no instrumental de medição. As espessuras das bordas dorsal e medial da córnea foram semelhantes a nível de 5%. O mesmo foi verificado entre as espessuras das bordas lateral e medial nas córneas do gado Nelore avaliado. No entanto, cabe salientar que as comparações das medidas de espessura da córnea entre diferentes estudos podem ser imprecisas, ainda mais se consideradas as importantes alterações post-mortem que podem advir.

O eixo vertical da córnea na raça Nelore foi de 20,87 ± 1,90 mm. Para a espécie bovina, há relatos de que o eixo vertical da córnea é menor que 25 mm7, mede entre 22 a 25 mm9, ou, ainda, apresenta 23,9 ± 1,3 mm para as raças Holandesa e Hereford1. O eixo horizontal da córnea do gado Nelore foi de 27,98 ± 1,80 mm enquanto está descrito como sendo menor que 30 mm para a espécie7 e como medindo 29,8 ± 1,3 mm para as raças Holandesa e Hereford1. Desse modo, a córnea dos bovinos da raça Nelore segue o mesmo padrão das demais raças em que o eixo horizontal é maior que o vertical porque a córnea dos bovinos é, de fato, mais longa horizontalmente. Ainda que ambos os eixos tenham sido menores na raça Nelore do que nas demais descrições encontradas, o que indica uma córnea comparativamente menor, a proporção entre a altura e a largura da córnea de 1:1,3 proposta para a espécie foi confirmada9.

A lente do gado Nelore também se mostrou menor em relação ao descrito nas demais raças, pois o eixo ântero-posterior (espessura) da lente mediu 15,29 ± 0,99 mm, enquanto na literatura foram encontradas 17,8 ± 0,9 mm para o gado Holandês e 19,2 ± 1,1 mm para o gado Jersey3, entre 17,75 a 18,7 mm9 e cerca de 19 mm7 para a espécie bovina. Com relação à distância látero-medial da lente, este estudo apontou 11,37 ± 1,01 mm para o gado Nelore, enquanto na literatura foram encontradas 13,5 ±0,8 mm para o gado Holandês e 12,4 ±0,4 mm para o gado Jersey3, 12,4 ± 0,62 mm para a raça Angus2 e entre 12 mm e 13,3 mm7,9 para a espécie bovina. A idade foi o principal preditor das dimensões da lente em camelos e búfalos5, uma vez que o córtex da lente aumenta ao longo da vida como resultado de produção contínua de novas fibras10,11. Dessa forma, as dimensões menores encontradas no gado Nelore não significam necessariamente que a lente desta raça seja menor em comparação com a das demais, pois não está explícita a idade dos bovinos usados nos outros estudos. Entretanto, sabe-se que as dimensões oculares como um todo tendem a aumentar significativamente com o avançar da idade em outros ruminantes (búfalos, camelos, elefantes asiáticos, caprinos) e também em cães5,11,12,13. Assim, foi possível presumir que, se o motivo da diferença no tamanho da lente fosse a faixa etária da amostragem utilizada neste estudo, outras medidas também deveriam ter aparecido consistentemente menores. Além disso, foi possível supor que a idade de abate entre as raças não tenha diferido muito.

As medições oculares podem ter sido afetadas em algum grau pelo congelamento, visto que uma possível expansão pela água durante o congelamento pode acontecer. Isso já foi relatado nas espécies equina14 e canina15 sem, todavia, ter inviabilizado o valor das aferições.

As dimensões oculares normais em bovinos da raça Nelore determinadas neste estudo oferecem uma contribuição inédita à anatomia ocular comparada e podem vir a ser úteis em avaliações clínicas. Análises futuras que considerem a separação em diferentes faixas etárias poderão complementar tais achados.

 

CONCLUSÕES

 

A biometria do bulbo ocular em gado Nelore permitiu caracterizar as medidas de normalidade para indivíduos adultos desta raça, fornecendo dados para investigações clínicas de distúrbios oculares bem como para pesquisas em anatomia comparada.

 

AGRADECIMENTO

 

Ao Frigorífico Cubatão de Itaperuna LTDA. pela permissão para a coleta das amostras.

 

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Protocolado em: 22 ago. 2012. Aceito em: 21 jan. 2014