Geografia da rede extrativa de cobre no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5216/teri.v16i1.87584Palavras-chave:
Mineração, Território, Minerais críticos, Transição energéticaResumo
A transição energética, as novas tecnologias digitais e indústria bélica dos países ricos aprofundaram as fronteiras do capitalismo extrativo global. Diante disso, o cobre se tornou um dos principais metais no contexto da disputa mundial por minerais críticos e estratégicos. O objetivo da pesquisa apresentada neste artigo é interpretar a integração do Brasil à rede global extrativa de cobre. A centralidade das análises foi a mineração desse metal, apesar de considerarmos a importância de outras etapas da indústria mínero-metalúrgica cuprífera, como fundição e refino. A metodologia conta com procedimentos qualitativos e quantitativos como revisão bibliográfica, levantamento e sistematização de dados estatísticas representados em tabelas, gráficos e mapas. Os resultados da pesquisa demonstram que os principais países produtores de cobre e detentores das maiores reservas medidas e conhecidas estão no Sul Global, em especial na América Latina. Os resultados também revelam que a integração do Brasil à rede global extrativa de cobre ocorre de maneira periférica e desigual, reproduzindo o padrão histórico de exportador de matérias-primas, afetado por injustiças ambientais e transformação de territórios locais em zonas de sacrifício. Em conclusão, considera-se que este artigo contribui com a pesquisa geográfica crítica do modelo de mineração no Brasil.
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