Terras Raras e Goiás na Órbita Imperial
Palavras-chave:
Geopolítica, Terras Raras, Periferias Extrativas, ImperialismoResumo
O anúncio de compra do grupo Serra Verde, que extrai terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, pela empresa americana USA Rare Earth (USAR), avivou o debate sobre minerais críticos, soberania nacional e disputa pelo subsolo no Brasil. Por consequência, é oportuno apresentarmos esforços interpretativos conjunturais diante do quadro de ciranda geopolítica envolvendo os Estados Unidos e a China em torno de temas como a relação entre mineração e transição energética, inovações tecnológicas e produção de armas pelas economias de guerra contemporâneas. Ademais, em um ano no qual o período das eleições presidenciais no Brasil se aproxima e o debate à volta das terras raras certamente estará presente na disputa de distintos projetos de Brasil, com presença da extrema direita ultraliberal, cumpre a nós geógrafos propor miradas analíticas radicais. Em resumo, esperamos que este texto circule e contribua com esse propósito, sendo instrumento de debate sobre o modelo de mineração no país. Um modelo que reproduz contradições da economia predatória e que subordina territórios às órbitas do imperialismo extrativo global.
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