Terras Raras e Goiás na Órbita Imperial

Autores

Palavras-chave:

Geopolítica, Terras Raras, Periferias Extrativas, Imperialismo

Resumo

O anúncio de compra do grupo Serra Verde, que extrai terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, pela empresa americana USA Rare Earth (USAR), avivou o debate sobre minerais críticos, soberania nacional e disputa pelo subsolo no Brasil. Por consequência, é oportuno apresentarmos esforços interpretativos conjunturais diante do quadro de ciranda geopolítica envolvendo os Estados Unidos e a China em torno de temas como a relação entre mineração e transição energética, inovações tecnológicas e produção de armas pelas economias de guerra contemporâneas. Ademais, em um ano no qual o período das eleições presidenciais no Brasil se aproxima e o debate à volta das terras raras certamente estará presente na disputa de distintos projetos de Brasil, com presença da extrema direita ultraliberal, cumpre a nós geógrafos propor miradas analíticas radicais. Em resumo, esperamos que este texto circule e contribua com esse propósito, sendo instrumento de debate sobre o modelo de mineração no país. Um modelo que reproduz contradições da economia predatória e que subordina territórios às órbitas do imperialismo extrativo global.

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Biografia do Autor

Ricardo Assis Gonçalves, Universidade Estadual de Goiás, Goiás, Goiás, Brasil, ricardo.goncalves@ueg.br

Doutor em Geografia e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG) nos cursos de graduação (UEG, Unidade Iporá) e Pós-Graduação em Geografia (PPGEO-UEG, Campus Cora Coralina). Atualmente realiza pós-doutorado na Universidad Autónoma Metropolitana (UAM, Unidad Xochimilco, México). Pesquisador bolsista do CNPq (PQ-2). E-mail: ricardo.goncalves@ueg.br

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Publicado

2026-04-24

Como Citar

GONÇALVES, Ricardo Assis. Terras Raras e Goiás na Órbita Imperial. Revista Terceiro Incluído, Goiânia, v. 16, n. 1, p. e16105, 2026. Disponível em: https://revistas.ufg.br/teri/article/view/86007. Acesso em: 17 maio. 2026.

Edição

Seção

Perspectivas