Reflexões para uma educação geográfica pela e com a paisagem: sensibilidade, pensamento e ação
DOI:
https://doi.org/10.5216/signos.v8.84901Palavras-chave:
paisagem, educação geográfica, formação crítica, Convenção Europeia da PaisagemResumo
Este texto discute a educação geográfica pela e com a paisagem a partir de um percurso teórico que reconstrói a evolução do conceito de paisagem e seus desdobramentos. O estudo foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica, inserida em um projeto de pós-doutorado em Educação na Universidade de São Paulo, o que fundamentou um percurso de atualização de professores. Parte-se da crítica à redução da paisagem ao visível, afirmando sua complexidade como forma, processo e expressão. Em seguida, mostra como essa compreensão está inserida na Convenção Europeia da Paisagem, que desloca a paisagem para o campo político, participativo e formativo, ampliando seu papel na cidadania e na responsabilidade socioambiental. A partir daí, mobiliza referenciais filosóficos e educacionais, como autonomia, subjetivação, autorreflexão e emancipação, inspirados em Adorno (1995a, 1995b, 1999) e Freire (1987, 1992, 1996), para fundamentar pedagogicamente essa abordagem. Assim, o texto sustenta que a paisagem é ao mesmo tempo um recurso educativo e um campo relacional e experiencial, atravessado por afecções, valores e práticas sociais. A relevância desta investigação reside em oferecer subsídios para a educação geográfica na escola básica, articulando teoria e prática e evidenciando seu potencial pedagógico. Defende-se, portanto, uma compreensão ampliada do ensino de Geografia, na qual a paisagem atua simultaneamente como mediação didática e dimensão ontológica da formação, articulando sensibilidade, pensamento e ação no processo educativo.
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